Posts Tagged 'Ingmar Bergman'

Dupla Personalidade!

Começa hoje (05), na Cinemateca Brasileira, a mostra Eu Sou o Outro: a Duplicidade no Cinema. Até o dia 30 de maio, serão exibidas obras clássicas e recentes que têm como característica comum o fato de um personagem assumir, intencionalmente ou não, a personalidade de um outro.

Entre os clássicos, destaque máximo para Persona, de Ingmar Bergman (1966), com Liv Ullmann e Bibi Andersson. O filme trata da relação simbiótica entre duas mulheres, Elizabeth Vogler, atriz de sucesso, e sua enfermeira, Alma, que tenta compreender a razão do silêncio da atriz após uma forte crise emocional.

Serão exibidos também Um Corpo de Cai, de Alfred Hitchcock (1958), Passageiro: Profissão Repórter, de Michelângelo Antonioni (1975), As Duas Vidas de Mattia Pascal, de Mario Monicelli (1985), inspirado na obra de Luigi Pirandello, “O Falecido Mattia Pascal” e A Dupla Vida de Véronique, do polonês Krzysztof Kieslowski (1991).

Entre as produções mais recentes estão Os Infiltrados, de Martin Scorcese (2006), Eu Não estou Lá, de Todd Hayes (2007), que conta, fora de ordem cronológica, os episódios marcantes da vida e obra de Bob Dylan e A Troca, de Clint Eastwood (2008), com Angelina Jolie no papel principal.

Os filmes nacionais selecionados são: A Hora e Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos (1965) e Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho (2007).

Gostou? Confira a programação completa no site da Cinemateca Brasileira

Serviço:

Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – prox. Metrô V.Mariana

Contato: (11) 3512-6111 (ramal 215)

Ingressos: R$ 8 / R$4 (meia-entrada)

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32ª Mostra – Repescagem: Ingmar Bergman!

A repescagem da 32ª Mostra Internacional de Cinema começa em grande estilo, já que as sessões que se seguem pela próxima semana (até dia 6/11) não prometem ser as mais animadoras.

De qualquer maneira, quem deixou para depois os filmes de Bergman não se arrependeu. Na sexta, dia 31/10 e primeiro dia da repescagem  foram exibidos na Cinemateca Brasileira “Crise” (1946), “Prisão” (1949), “Sede de Paixões” (1949), “Música na Noite” (1948) e “A Hora do Lobo” (1968).

Uma boa oportunidade para atestar a eterna genialidade deste mestre maior do cinema, embora alguns defendam o contrário para estes primeiros filmes da carreira do diretor sueco. 

Recheado de dramas psicológicos, estes primeiros e raros filmes de Bergman trazem consigo a marca principal do diretor, que é a observação do íntimo do ser humano, onde as pessoas agem de acordo com seus interesses e cujo desfecho dificilmente é o desejado. 

Mais filmes de Bergman foram exibidos ontem e hoje na Cinemateca, e quem viu, com certeza tardará a esquecer.

Avaliação Le Champo para “Crise”: Excelente!

Avaliação Le Champo para “Prisão”: Excelente!

Avaliação Le Champo para “Sede de Paixões”: Excelente!

                                    A jovem Nelly em “Crise”, de 1946…

 

                        … a confusa Birgitta-Carolina, de “Prisão”, (1949)…

                             … e as heroínas de “Sede de Paixões”, (1949)

32ª Mostra – Crítica: “Palermo Shooting”

Pode-se dizer que, assim como a vida a morte é tema recorrente no cinema. Pudera, ela é a nossa única certeza e faz parte do cotidiano como muitas outras coisas mais singelas. O que muda, porém, é a forma como estes assuntos serão abordados.

O novo longa de Wim Wenders mostra que ainda é possível explorar a morte com criatividade, sem deixar de lado as referências do passado.

“Palermo Shooting” conta a história de Finn, fotógrafo alemão reconhecido mundialmente e que vive uma vida de excessos – de trabalho, de baladas, de música, de aventuras. A necessidade de repensar sua carreira artística acaba levando Finn à Palermo, Itália. Lá ele passa a ser alvo de um estranho sujeito cuja mira de seu arco está sempre apontada na direção de Finn. É lá também que o fotógrafo encontra Flavia, personagem fundamental na caçada de Finn a este estranho sujeito.

Vida e morte, tudo é a mesma coisa. Uma é a continuação da outra, como um círculo vicioso… E Wenders explora isso com uma naturalidade, humor e delicadeza ímpar. E as homenagens à Ingmar Bergman e MIchelângelo Antonioni fazem (ou pelo menos ME fizeram) chorar…

Uma frase para “Palermo Shooting”: A morte está no divã… converse com ela!

Avaliação Le Champo: Excelente!

Mostra Bergman em SP!

Como ando em débito com meus leitores, resolvi me desculpar com uma notícia que com certeza agradará os cinéfilos paulistas de plantão: começa amanhã no HSBC Belas Artes a Mostra “Bergman – 90 anos”!

São 7 títulos do gênio da sétima arte, um por dia (o evento vai até dia 17), sempre as 19h00. E no dia 15, após a exibição de “Gritos e Sussuros” haverá um bate-papo com o crítico de cinema Luiz Carlos Merten, do jornal “O Estado de São Paulo”.

Os filmes de Ingmar Bergman presentes na Mostra são: “Morangos Silvestres” (1957), “O Sétimo Selo” (1956), “A Flauta Mágica” (1975), “O Ovo da Serpente” (1977), “Gritos e Sussuros” (1972), “Da Vida das Marionetes” (1980) e, na quinta-feira, “A Fonte da Donzela” (1959).

Os filmes serão exibidos uma única vez e por isso talvez seja vantajoso comprar o passaporte que dá direito aos 7 filmes. O Valor? Pasme: R$27! Mas se por acaso não quiser rever todos os filmes, os ingressos também serão vendidos individualmente, ao preço de ingresso comum (R$16,00 a inteira).

E aqui um pouquinho de cada filme:

Cena de “Morangos Silvestres”…

…cena de “O Sétimo Selo”…

… uma das cenas mais fofas de “A Flauta Mágica”: Papageno e Papagena!

… a bela Liv Ullman em “O Ovo da Serpente”…

… e também no classico “Gritos e Sussurros”…

… o retorno ao medievalismo nórdico em “A Fonte da Donzela”…

…e o criador de tudo isso, o cineasta sueco Ingmar Bergman!