Posts Tagged 'mostra'

Uma Mostra de Encher os Olhos e Emocionar o Coração

Não, não estava nos planos, mas esta Mostra com certeza ficará na memória dos cinéfilos e frequentadores do evento que, neste ano, chega à sua 35a. edição.  Isso porque, no dia 14 último, faleceu em São Paulo, Leon Cakoff, fundador e frontman da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, vítima de câncer no cérebro. Em sua homenagem, foi espalhado o pôster com a imagem do “pai da mostra” pelos stands da Central da Mostra, localizada no Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2.073).

Provavelmente haverá, juntamente à famosa vinhetinha animada que abre cada uma das sessões, uma vídeo-homenagem a Cakoff, ou algum outro tipo de homenagem. Razoável para alguém que dedicou mais da metade da vida à chamada Sétima Arte.

Leon Cakoff, o “pai da Mostra”

Falando em vinheta,  a deste ano, juntamente com o cartaz do evento, foi desenhada por ninguém menos que o mestre dos quadrinhos brasileiros, Maurício de Souza, que cedeu sua personagem Piteco, o lendário homem-das-cavernas, como forma de ilustrar o poder do cinema em dar vida as imagens, arte essa contemplada desde o tempo em que a raça humana vivia em cavernas e brincava com as bruxuleantes sombras das fogueiras. Mais simbólico, impossível!

Piteco, desde os primórdios, fazendo arte!

A exemplo do que acontece todo ano, a Mostra Internacional de Cinema tem como principal objetivo servir de vitrine a respeito daquilo que foi produzido e/ou premiado mundo afora, além de ser uma excelente oportunidade para cineastas iniciantes. Filmes consagrados com a Palma de Ouro (Cannes), Leão de Ouro (Veneza), Urso de Ouro (Berlim) são exibidos lado-a-lado de filmes independentes, muitas vezes concluídos às vésperas do festival e de modo completamente amador.

Entre os mais de 250 filmes que serão exibidos este ano (uma seleção enxuta, é verdade, se compararmos aos mais de 400 dos anos anteriores), alguns soam como imperdíveis, seja pelo mérito da premiação ou pelo burburinho que a polêmica lhe concedeu. Independente do caso, este Le Champo jamais deixaria de destacar, neste curto espaço,  o novo filme de Aleksandr Sokurov, Fausto, premiado com o Leão de Ouro em Veneza e que nesta Mostra será exibido somente na REPESCAGEM (de 4 a 6 de novembro – já estão avisando!!!). Mas, quem é fã mesmo do cineasta, pode ir degustando antes o documentário de Anne Imbert, Aleksandr Sokurov, Questão de Cinema. Outro filme que promete não decepcionar os cinéfilos de carteirinha é O Garoto da Bicicleta, dos geniais irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne. Muito elogiado em todos os festivais por onde passou, os Dardenne parecem seguir a trilha de sucesso deixada pelas obras anteriores, como A Criança e O Silêncio de Lorna.

Os irmãos Dardenne (re)voltam sua objetiva para o universo criança x adulto

Mathieu Amalric, depois de causar furor com o fabuloso Tournée, traz para a Paris do presente o texto teatral de Pierre Corneille, A Ilusão Cômica, sobre a busca do pai pelo filho que não vê há dez anos e sua relação com um bruxo que possui a capacidade de lhe mostrar a vida do filho durante o tempo em que esteve ausente. Dois filmes andaram “causando”, no bom e no mau sentido, sempre. Um deles é o documentário Os Hipopótamos de Pablo Escobar, acerca do mitológico traficante e seu plano de formar um zoológico particular, ao levar para a Colômbia três hipopótamos e outros animais selvagens. As consequências de sua megalomania, principalmente após sua morte, foi o desequilíbrio ambiental da região e a matança indistinta de animais silvestres. O outro chama-se O Futuro, de Miranda July. Aclamada pelo público e odiada pela crítica, sobretudo a masculina, essa será a oportunidade de ver como o público paulistano reagirá diante da extravagante criatividade da moça.

O Futuro, de Miranda July, é contado sob a ótica de um gato manco e uma camiseta ambulante!

Outros destaques são Oslo, 31 de Agosto, de Joachim Trier, Os Animais me Distraem, de Isabella Rossellini (quem conhece a série Green Porno sabe que talvez seja divertido arriscar neste!), Pater, de Alain Cavalier, Viagem à Lua, Georges Mèliés – colorizado manualmente!!!,  Era Uma Vez Na Anatólia, de Nuri Bilge Ceylan, etc..

A Escandinávia e sua tradição em contar histórias sobre recomeços!!!

Outro ponto emocional da Mostra ficará por conta da exibição de clássicos do cinema, como Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, (1971),  A Doce Vida de Federico Fellini (1960), Taxi Driver, de Martin Scorcese (1976), além dos nacionais Matar ou Correr, de Carlos Manga (1954), produção da imperiosa Atlântida e da emblemática Xica da Silva, de Cacá Diegues (1976), para citar apenas algumas obras.

Zezé Motta, “de escrava a rainha”, em Xica da Silva.

Quem é habitué da Mostra, sabe que dentro do evento principal há uma série de mostras paralelas. Entre estas, destaque para a que homenageia o russo Sergei Paradjanov (Paradjanov, O Magnífico), sediada no MIS e composta por mais de 60 colagens e desenhos do cineasta. Além disso, serão exibidos 9 de seus filmes. Vale muito a pena ver  Sombras dos Ancestrais Esquecidos, A Cor da Romã e O Trovador de Kerib, uma homenagem ao amigo, Andrei Tarkovski. Cinema russo na veia.

Pôster de “O Trovador de Kerib”

Já o Cinema Nacional não deixa por menos e traz uma lista repleta de nomes valorosos e títulos interessantes. A começar pelo recente filme de Eduardo Coutinho, As Canções, que promete ser sucesso de public e crítica, assim como o aclamado Jogo de Cena. Malditos Cartunistas é um documentário que reune a nata do quadrinho de humor brasileiro, de Ziraldo, Laerte e Angeli até Adão e Fernando Gonsales. No mínimo, hilário! A faceta mais “política/politizada” do programa fica a cargo de Isa Grispum Ferraz, de Marighella, onde tenta reconstruir (ou desconstruir?) o mito em torno do líder comunista e um dos fundadores do PCB. Ana Rieper pega mais leve nas reconstruções de vida, vai atrás das histórias de gente mais simples, contos do cotidiano, tendo como pista o verdadeiro cancioneiro popular, a dita música brega, que domina as rádios do Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil, no elogiado Vou Rifar Meu Coração, exibido em festivais nacionais. Agora é a vez de São Paulo saber quem toca fundo o coração do povo do Norte do país!

Pra quem ainda não se preparou para a 35a. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, ainda há credenciais (passaportes) equivalentes a  40 ingressos, e também credenciais permanentes, que concede entrada a todas as sessões do evento, ao preço de R$ 390,00.  Assinantes da Folha de São Paulo tem 15% de desconto (veja mais em http://www.clubefolha.com.br)

Você pode ainda comprar ingressos avulsos, de um e até quatro dias de antecedência pelo site www.ingresso.com.br ou no dia da sessão, somente na bilheteria do cinema da sessão pretendida.

Agora é preparar o coração e sebo nas canelas, pois a maratona começa hoje e vai até dia 6 de novembro.

E quem é esperto e quer ficar ainda mais por dentro da Mostra Internacional de Cinema acompanha diariamente as resenhas dos filmes aqui, no Blog Le Champo, e em tempo real, as notícias, fofocas, mudanças de programação, entrevistas e qualquer auê pelo Twitter: @lechampo e também no Facebook/lechampo.

À Bientôt, tout le monde!!!

34ª Mostra Internacional de Cinema de SP!

Começa hoje a 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o mais tradicional evento de cinefilia do país. Até o dia 4 de novembro serão exibidos mais de 400 filmes entre nacionais e estrangeiros dos mais diferentes países.

 

É, para muitos, a oportunidade única para ver raros e bons filmes asiáticos, europeus, latinos, ou ainda rever obras de autores consagrados através das “retrospectivas”,  alem de claro, ver antes de todo mundo os filmes premiados nos grandes festivais de cinema como Cannes, Veneza, Berlim. Este ano teremos muita coisa interessante por aqui.

A abertura oficial do evento aconteceu na noite de ontem, dia 21, no Auditório Ibirapuera, em sessão especial para convidados do filme “O Estranho Caso de Angélica”, de Manoel de Oliveira. O cineasta português, 101, o mais velho em atividade, não pode comparecer à festa da Mostra, pois recupera-se de uma cirurgia feita para a troca do marca-passo, no entanto passa bem e prometeu vir ao Brasil assim que possível. Em seu lugar, compareceram os atores Ricardo Trêpa e Ana Maria Magalhães.

Quem também esteve presente na festa foi o cineasta Wim Wenders. É ele quem assina um dos cartazes desta edição da Mostra. Alem disso, os filmes de Wenders serão exibidos em uma das retrospectivas (com destaque para “Até o Fim do Mundo”, em nova versão, com 5 horas de duração, uma vez que continuou sendo editada pelo diretor mesmo após seu lançamento, em 1991).

Quem não estiver muito convencido com o cartaz do Wenders, algo meio “Paris, Texas”, pode optar por um segundo cartaz. Este outro traz uma ilustração do mestre do cinema japonês, Akira Kurosawa (1910-1998).

Um momento que promete ser histórico nesta Mostra será a sessão dedicada a versão restaurada do clássico “Metropolis”, de Fritz Lang, no dia 24/10, às 20hs. Exibido ao ar livre, na parte externa do Auditório Ibirapuera, o filme contará com acompanhamento da Orquestra Jazz Sinfônica, que executará a trilha original de Gottfried Huppertz.

Assim como no ano passado, este ano também será possível assistir on line a alguns filmes da mostra, gratuitamente. A seleção é composta por 68 títulos, no entanto, há um número restrito de acessos (não é necessário fazer downloads). No site da mostra há a lista dos filmes que serão exibidos e o limite de acessos.

A novidade dessa Mostra fica por conta dos bicicletários instalados em diversas salas de exibição. Para utilização de bicicletas é necessário fazer um cadastro, com apresentação de um documento com foto, comprovante de residência e/ou estadia (em caso de turista/estrangeiro), alem da apresentação de um cartão de crédito com saldo mínimo de R$ 350. Aos que possuem credencial da Mostra, basta apenas apresentar documento com foto.

A primeira hora de empréstimo é gratuita e as demais custam R$ 10/hora. A ideia é boa, vamos ver se pega!

O Le Champo estará na Mostra e compartilhará diariamente com o leitor parte da experiência de ver, sentir e pensar o cinema contemporâneo. Aqui no blog, resenhas, notícias, entrevistas. No twitter (@lechampo) notas, comentários, reclamações, novidades etc.

À bientôt!

15 anos de Dogma!

O Dogma 95, cujo manifesto foi publicado há 15 anos pelos cineastas dinamarqueses Lars von Trier e Thomas Vintenberg, é tema da mostra Dogma 95 – 15 Anos Depois, exibida pela Cinemateca Brasileira, de 27 de julho a 3 de agosto.

Apesar de pequena, a seleção de filmes (quatro ao todo e exclusivamente escandinavos) permite ao público conhecer um pouco do contexto histórico e geográfico de onde surgiu o manifesto, além de traçar um panorama sobre o desenvolvimento e a evolução do estilo, que acabou por influenciar centenas de produções em diferentes lugares do mundo.

Integram a mostra os longas: Os Idiotas (Idioterne, 1998),  obra inaugural ou Dogma #2, de Lars von Trier; Mifune (Mifues sidste sang, 1999 – Dogma #3), de Søren Kragh-Jacobsen, Corações Livres (Elsker dig for evigt, 2001 – Dogma #28), de Susanne Bier e Nas Suas Mãos (Forbrydelser, 2004 – Dogma #34), da cineasta Annette K. Olesen.

Cena de Os Idiotas, de L.v.Trier

Além da exibição dos filmes, está programada para o dia 3 de agosto, às 21h00, palestra sobre o Dogma 95 com a Profª Bodil Marie Stavning Thomsen, da Universidade de Aarhus, Dinamarca, autora de centenas de publicações sobre arte e cultura, em diversos idiomas, inclusive português e também consultora do Festival de Cinema de Aarhus.

Quer saber quais são as 10 regras essenciais (ou “voto de castidade”) do Dogma e a programação da mostra? Está tudo no site da Cinemateca.

Ditadores na tela do Cinesesc

O Cinesesc (r.augusta, 2075) inaugura, a partir do próximo domingo, dia 23/05, a Sessão Conhecer, com o propósito de apresentar ao público geral, “não-cinéfilo”,  importantes obras e autores do cinema mundial contemporâneo. E para começar, nada melhor que o cineasta Aleksandr Sokurov, um dos principais nomes do cinema independente russo da atualidade. No programa, foram selecionados três longas que compõem a tetralogia sobre os ditadores do século XX.

Neste primeiro domingo, será exibido Moloch (idem, 1999), que retrata a relação entre Adolph Hitler e sua amante Eva Braun e o encontro de ambos nos Alpes da Baviera, durante a primavera de 1942. Apesar do título (Moloch representa, em várias culturas antigas, uma divindade malévola sempre associada a sacrifícios humanos) ser uma referência direta ao ditador, o foco do filme é, sem dúvida, Eva Braun e seu papel ao lado de Hitler, como única pessoa capaz de, ao mesmo tempo, compreender e desafiá-lo, numa clara demonstração de amor e devoção.

No dia 30/05, será exibido Taurus (Telets, 2001), um retrato delicado dos últimos meses de vida de Lênin. Sua fragilidade física, em decorrência da doença degenerativa, bem como a fragilidade emocional e política, em virtude de seu afastamento compulsório dos assuntos do Partido Comunista, são evidenciados. Bela é a cena onde Lenin (impecavelmente interpretado por Leonid Mozgovoy) relembra momentos de sua vida política ao lado de sua inseparável companheira, Krupskaia, durante um bucólico passeio de domingo. A lenta degradação de Lenin é acompanhada de perto pelo espectador, que pode provar um pouco da agonia e do abandono daquele que foi um dos mais importantes líderes políticos do século passado.

Dia 06/06, é a vez do imperador japonês Hirohito ser retratado em O Sol (Sointse, 2005). O filme mostra o momento em que os americanos desembarcam no Japão, após o imperador instruir o exército japonês a retirar-se do conflito. Apesar da ordem do imperador salvar muitas vidas, os americanos decidem levar Hirohito a um tribunal de guerra. É o encontro entre o general McArthur, comandante das tropas norte-americanas no Pacífico Sul e Hirohito, o ponto central do filme. Embora derrotado, Hirohito insiste em sustentar o teatro em torno da sua imagem, que o torna inatingível.

As sessões acontecem sempre aos domingos, 11hs e são gratuitas (ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência).

Dupla Personalidade!

Começa hoje (05), na Cinemateca Brasileira, a mostra Eu Sou o Outro: a Duplicidade no Cinema. Até o dia 30 de maio, serão exibidas obras clássicas e recentes que têm como característica comum o fato de um personagem assumir, intencionalmente ou não, a personalidade de um outro.

Entre os clássicos, destaque máximo para Persona, de Ingmar Bergman (1966), com Liv Ullmann e Bibi Andersson. O filme trata da relação simbiótica entre duas mulheres, Elizabeth Vogler, atriz de sucesso, e sua enfermeira, Alma, que tenta compreender a razão do silêncio da atriz após uma forte crise emocional.

Serão exibidos também Um Corpo de Cai, de Alfred Hitchcock (1958), Passageiro: Profissão Repórter, de Michelângelo Antonioni (1975), As Duas Vidas de Mattia Pascal, de Mario Monicelli (1985), inspirado na obra de Luigi Pirandello, “O Falecido Mattia Pascal” e A Dupla Vida de Véronique, do polonês Krzysztof Kieslowski (1991).

Entre as produções mais recentes estão Os Infiltrados, de Martin Scorcese (2006), Eu Não estou Lá, de Todd Hayes (2007), que conta, fora de ordem cronológica, os episódios marcantes da vida e obra de Bob Dylan e A Troca, de Clint Eastwood (2008), com Angelina Jolie no papel principal.

Os filmes nacionais selecionados são: A Hora e Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos (1965) e Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho (2007).

Gostou? Confira a programação completa no site da Cinemateca Brasileira

Serviço:

Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – prox. Metrô V.Mariana

Contato: (11) 3512-6111 (ramal 215)

Ingressos: R$ 8 / R$4 (meia-entrada)

Contagem Regressiva: 10, 9, 8… é a 33ª Mostra de Cinema SP!

Cinéfilos do mundo, uni-vos!

Começa amanhã a 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o maior evento de cinema do Brasil e da América Latina. Este ano, cerca de 400 títulos foram selecionados entre mais de 700 inscritos e serão exibidos em 17 salas de cinema espalhadas pela cidade, até o dia 5/11. E tem de tudo: dos indicados aos grandes festivais internacionais como Cannes, Veneza, Sundance, Berlim até avant-premièrs nacionais e internacionais. Longas,médias, curtas, animações, documentários, retrospectivas, homenagens, debates e encontros, enfim, a mostra paulistana é, sem dúvida alguma, o momento da cinefilia brasileira.

Cartaz_Mostra_SP

A largada da Mostra será dada hoje a noite no Auditório Ibirapuera, com a exibição de “À Procura de Eric”, de Ken Loach, aplaudido na última edição do Festival de Cannes. A sessão inaugural será exclusiva para convidados.

Looking_for_Eric

Além dos filmes, a Mostra receberá dezenas de convidados, alguns estrangeiros, como é o caso da atriz francesa Fanny Ardant, homenageada deste ano e que vem para divulgar o filme “Cinzas e Sangue”, sua estreia na direção. Quem também vem é o diretor israelense Amos Gitai, que nesta edição da mostra exibe os inéditos “Carmel” e “A Guerra dos Filhos da Luz Contra os Filhos das Trevas“. E para os profissionais e estudantes de cinema interessados em aprender técnicas de iluminação, o diretor de fotografia Christian Berger, de “A Fita Branca” (Palma de Ouro em Cannes) ministrará duas oficinas exclusivas para este público, uma no dia 2/11 (profissionais) e outra dia 4/11 (estudantes), às 10hs, na Cinemateca e na FAAP.

Carmel_Amos_GitaiCena de “Carmel”, Amos Gitai”…

cendres-et-sang… e cartaz de “Cinzas e Sangue”, de Fanny Ardant

Novidade é o Prêmio Itamaraty Cinema Brasileiro, concedido pela primeira vez na Mostra Internacional de Cinema e que oferecerá R$ 90 mil em prêmios, entre três categorias (longa de ficção, documentário e curta-metragem). Outra novidade, esta imperdível, é a exibição de 24 longas na internet, disponível aos primeiros 300 acessos logo após a exibição do mesmo título na sala de cinema. A boa nova é do Cineclick!

Se interessou pela Mostra?  Ainda há pacotes de ingressos e permanentes à venda (pacotes de 20 ingressos esgotaram!), de R$ 76,50 a R$ 390,00, na Central da Mostra, dentro do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073), ou entradas individuais ao preço de R$14,00 (seg. a qui) e R$18,00 (sex., sáb. e dom.). Consulte a programação com data, local e horário das sessões no Site da Mostra.

Ah! E como já é tradicional, este Le Champo fará a cobertura do evento, trazendo resenhas, dicas, informações e tudo o que rolar no evento mais aguardado do calendário cinéfilo.

Nos vemos por aí!

Uma amostra da Mostra!

Preparem suas listinhas, torçam os dedos, segurem a ansiedade!  Saiu  há algumas semanas a pré-lista de filmes da 33ª Mostra Internacional de São Paulo, evento que vai de 22 de outubro a 5 de novembro!

Na lista tem muita coisa boa e uma enxurrada de filmes iranianos, portugueses, coreanos e israelenses (com direito a DOIS do Amos Gitai!!!). Há como sempre os “superaguardados”, que rodaram os principais festivais do mundo, além de claro, as “mostras dentro da Mostra”. É o caso do Panorama do Cinema Sueco (e eu já ia fechando a cara por não ver representantes do cinema escandinavo na lista geral!), além das retrospectivas Theo Angelopoulos e Gian Vittorio Baldi e a homenagem à atriz francesa Fanny Ardant.

Confira abaixo a pré-lista, lembrando sempre que mudanças podem ocorrer (e sempre ocorrem, mesmo durante o evento!). Em negrito estão algumas sugestões/apostas:

“1ª Vez 16 mm”, de Rui Goulart (Portugal)

“35 Shots of Rum”, de Claire Denis (França)

“500 Dias com Ela”, de Marc Webb (EUA)

“A Farewell to Hemingway”, de Svetoslav Ovtcharov (Bulgária)

“A Fita Branca”, de Michael Haneke (Áustria)

“A Frozen Flower”, de Yu Ha (Coreia)

“A Man who Ate his Cherries”, de Payman Haghani (Irã)

“À Procura de Eric”, de Ken Loach (Inglaterra)

“A Religiosa Portuguesa”, de Eugéne Green (Portugal)

“A Zona”, de Sandro Aguilar (Portugal)

“Accidents Happen”, de Andrew Lancaster (Austrália)

“Aconteceu em Woodstock”, de Ang Lee (EUA)

“Adam”, de Max Mayer (EUA)

“Adam Resurrected”, de Paul Schrader (EUA)

“Altiplano”, de Peter Brosens e Jessica Woodworth (Alemanha)

“Amer”, de Hélène Cattet e Bruno Forzani (Bélgica, França)

“American Swing”, de Jon Hart e Mathew Kaufman (EUA)

Amor en Tránsito”, de Lucas Blanco (Argentina)

“Amreeka”, de Cherien Dabis (EUA)

“Anaphylaxis”, de Ayman Mokhtar (Reino Unido)

“Ander”, de Roberto Castón (Espanha)

“Art Inconsequence”, de Robert Kaltenhaeuser (Alemanha)

“Arte de Roubar”, de Leonel Vieira (Portugal)

“Backyard”, de Carlos Carrera (México)

“Bad Day to Go Fishing”, de Alvaro Brechner (Espanha, Uruguai)

“Bathory”, de Juraj Jakubisko (Eslováquia)

“Be Calm and Count to Seven”, de Ramtin Lavafipour (Irã)

“Being Mr. Kotschie”, de Norbert Baumgarten (Alemanha)

“Beket”, de Davide Manuli (Itália)

“Bilal”, de Sourav Sarangi (Índia)

Borderline”, de Lyne Charlebois (Canadá)

“Bright Star”, de Jane Campion (Reino Unido)

“Buddenbrooks”, de Heinrich Breloer (Alemanha)

“Carmel”, de Amos Gitaï (Israel, França)

“Chasing Che”, de Alireza Rofougaran (Irã)

“Cinerama”, de Inês de Oliveira (Portugal)

“Coffin Rock”, de Rupert Glasson (Austrália)

“Cold Souls”, de Sophie Barthes (EUA)

“Colin”, de Marc Price (Reino Unido)

“Comrade Couture”, de Marco Wilms (Alemanha)

“Cooking with Stella”, de Dilip Mehta (Canadá)

“Courting Condi”, de Sebastian Doggart (EUA, Reino Unido)

“Coweb”, de Xin Xin Xiong (Hong Kong, China)

“Crap’s Game”, de Ali Özgentürk (Turquia)

“Daniel & Ana”, de Michel Franco (México, Espanha)

“Dark Buenos Aires”, de Ramon Termens (Espanha, Argentina)

“Dear Lemon, Lima”, de Suzi Yoonessi (EUA)

“Delphi – 6”, de Rakeysh Omprakash Mehra (Índia)

“Desperados on the Block”, de Tomasz Emil Rudzik (Alemanha)

“Dogtooth”, de Yorgos Lanthimos (Grécia)

“Dorfpunks”, de Lars Jessen (Alemanha)

“Efeitos Secundários”, de Paulo Rebelo (Portugal)

“El Sistema”, de Paul Smaczny, Maria Stodtmeier (Alemanha)

“Eastern Plays”, de Kamen Kalev (Bulgária)

“Every Little Step”, de James D. Stern e Adam Del Deo (EUA)

“Everyone Else”, de Maren Ade (Alemanha)

“Fence”, de Toshi Fujiwara (Japão)

“Film Is a Girl & a Gun”, de Gustav Deutsch (Áustria)

“Food Inc.”, de Rebert Kenner (EUA)

“Formosa Betrayed”, de Adam Kane (EUA, Tailândia)

“Frontier Blues”, de Babak Jalali (Irã, Reino Unido, Itália)

Futebol Brasileiro”, de Miki Kuretani (Japão)

“German Souls”, de Martin Farkas, Matthias Zuber (Alemanha)

“Germany 09”, de Fatih Akin, Tom Tykwer e outros (Alemanha)

“Go Get Some Rosemary”, de Joshua e Ben Safdie (EUA)

“Green Water”, de Mariano de Rosa (Argentina)

“Hair India”, de Raffaele Brunetti e Marco Leopardi (Itália)

“Hangtime”, de Wolfgang Groos (Alemanha)

“Havan York”, de Luciano Larobina (México)

“Heiran”, de Shalizeh Arefpour (Irã)

“Henri-Georges Clouzot’s Inferno”, de Serge Bromberg e Ruxandra Medrea (França)

“Huacho”, de Alejandro Fernández Almendras (Chile)

“Humpday”, de Lynn Shelton (EUA)

“Ibrahim Labyad”, de Marwan Hamed (Egito)

“Initiation”, de Peter Kern (Áustria)

“Into The Lion’s Den”, de Nicolas Bénac, Cedric Robion (França)

Irene”, de Alain Cavalier (França)

“Katalin Varga”, de Peter Strickland (Romênia)

“Kalandia – A Checkpoint Story”, de Neta Efrony (Israel)

“Kicks”, de Lindy Heymann (Reino Unido)

“Kids and Kids”, de Zhang Feng (China)

“King Hugo and His Dumsel”, de Franco De Peña (Polônia, Venezuela)

“La Guerre des Fils de la Lumière Contre les Fils des Ténèbres”, de Amos Gitaï (França)

“La Pivellina”, de Rainer Frimmel e Tizza Covi (Áustria, Itália)

“Les Beaux Gosses”, de Riad Sattouf (França)

Les Herbes Folles”, de Alain Resnais (França)

“Life in the Building Blocks”, de Alfredo Hueck, Carlos Caridad (Venezuela)

“Little Joe”, de Nicole Haeusser (EUA)

“London River”, de Rachid Bouchareb (Reino Unido, França, Argélia)

“Madholal Keep Walking”, de Jaí Tank (Índia)

“Mamachas of the Ring”, de Betty M Park (Bolívia, EUA)

“Menino Peixe”, de Lucía Puenzo (Argentina)

“Miss Stinnes Motors Round the World”, de Erica von Moeller (Alemanha)

“Morrer como um Homem”, de João Pedro Rodrigues (Portugal, França)

“Mother”, de Bong Joon-ho (Coreia)

“O Cerco – A Democracia nas Malhas do Neoliberalismo”, de Richard Broullitte (Canadá)

O Fantástico Sr. Raposo”, de Wes Anderson (EUA)

“O Imaginário do Dr. Parnassus”, de Terry Gilliam (Reino Unido)

“Of Heart and Courage, Ballet Bejart Lausanne”, de Arantxa Aguirre (Espanha)

“Of Parents and Children”, de Vladimir Michalek (República Tcheca)

“On Foot”, de Fereydoun Hasanpour (Irã)

“One Week”, de Michael McGowan (Canadá)

“Only When I Dance”, de Beadie Finzi (Reino Unido)

“Os Sorrisos do Destino”, de Fernando Lopes (Portugal)

“Outrage”, de Kirby Dick (EUA)

“Oye Lucky! Lucky Oye!”, de Dibakar Banerjee (Índia)

Paperplanes”, de Simon Szabó (Hungria)

“Partners”, de Frederic Mermoud (França, Suíça)

“Peter & Vandy”, de Jay Di Pieto (EUA)

“The Private Lives of Pippa Lee”, de Rebecca Miller (EUA)

“Playground”, de Libby Spears (EUA)

“Politist, Adjectiv”, de Corneliu Porumboiu (Romênia)

“Prank”, de Péter Gárdos (Hungria)

“Polytechnique”, de Denis Villeneuve (Canadá)

“Ramirez”, de Albert Arizza (Espanha)

“Red Sunrise”, de Gianfranco Pannone (Itália)

“Salvage”, de Lawrence Gough (Reino Unido)

“Samson & Delilah”, de Warwick Thornton (Austrália)

“Searching for the Elephant”, de S. K. Jhung (Coreia)

“Sede de Sangue”, de Park Chan-wook (Coreia)

“Sex Volunteer”, de Kyeong-duk Cho (Coreia)

“She, a Chinese”, de Xioalu Guo (China)

“Shirin”, de Abbas Kiarostami (Irã)

“Should I Really do It?”, de Ismail Necmi (Turquia)

“Singularidades de uma Rapariga Loura”, de Manoel de Oliveira (Portugal)

“Sleeping Soungs”, de Andreas Struck (Alemanha)

“Spiral”, de Jorge Pérez Solano (México)

“Still Walking”, de Hirokazu Kore-Eda (Japão)

“Super Star”, de Tahmineh Milani (Irã)

“Tales From the Golden Age”, de Cristian Mungiu e outros (Romênia)

“Sweet Rush”, de Andrzej Wajda (Polônia)

“The 40th Door”, de Elchin Musaoglu (Azerbaijão)

The Anarchist’s Wife”, de Marie Noëlle, Peter Sehr (Alemanha)

“The Arrivals”, de Claudine Bories, Patrice Chagnard (França)

“The Dispensables”, de Andreas Arnstedt (Alemanha)

“The Invention of Flesh”, de Santiago Loza (Argentina)

“The Mermaid and the Diver”, de Mercedes Moncada Rodriguez (Espanha, México)

“The Misfortunates”, de Felix van Groeningen (Bélgica)

“The Nature of Existence”, de Roger Nygard (EUA)

“The People I’ve Slept With”, de Quentin Lee (Canadá, EUA)

“The Pope’s Miracle”, de Pepe Valle (México)

“The Red Spot”, de Marie Miyayama (Alemanha)

“The Room in the Mirror”, de Rubi Gaul (Alemanha)

“The Stoning of Soraya M.”, de Cyrus Nowrasteh (EUA)

“The Wolberg Family”, de Axelle Ropert (França)

“This Very Instant”, de Manuel Huerga (Espanha)

“Tide of Sand”, de Gustavo Montiel Pagés (México-Argentina)

“Todos Mentem”, de Matías Piñeiro (Argentina)

“Tokyo!”, de Michel Gondry, Leos Carax, Bong Joon-ho (França, Japão, Alemanha)

“Tom Zé Astronauta Libertado” (Tom Zé Liberated Astronaut), de Ígor Iglesias González (Espanha)

“Tomorrow at Dawn”, de Denis Dercourt (França)

“Trimpin: O Som da Invenção”, de Peter Esmonde (EUA)

“Tsar”, de Pavel Luguin (Rússia)

“Twenty”, de Abdolreza Kahani (Irã)

“Under Rich Earth”, de Malcoml Rogge (Canadá, Equador)

“Unmade Beds”, de Alexis dos Santos (Inglaterra)

“Unmistaken Child”, de Nati Baratz (Israel)

Vincere”, de Marco Bellocchio (Itália)

“Ward Number 6”, de Karen Shakhnazarov (Rússia)

“West of Pluto”, de Henry Bernadet, Myriam Verreault (Canadá)

“When the Lemons Turned Yellow…”, de Mohammad Reza Vatandoost (Irã)

“White on Rice”, de Dave Boyle (EUA, Japão)

“Wolson: Aria of the Straits”, de Ota Shinichi (Japão)

“Worldrevolution”, de Klaus Hundsbichler (Áustria)

“Zapping-Alien@Mozart-Balls”, de Vitus Zepichal (Alemanha, Áustria)

“Zero”, de Pawel Borowski (Polônia)

RETROSPECTIVA DE THEO ANGELOPOULOS

“Dust of Time”

“Paisagem na Neblina”

“A Eternidade e um Dia”

“O Passo Suspenso da Cegonha”

“Um Olhar a Cada Dia”

“O Vale dos Lamentos”

RETROSPECTIVA DE GIAN VITTORIO BALDI (direção e/ou produção)

“Fuoco!”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Il Cielo Sopra di Me”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Luciano, una Vita Bruciata”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Nevrijeme, Il Temporale”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Ultimo Giorno di Scuola Prima Delle Vacanze di Natale”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Appunti Per Un’Orestiade Africana”, de Pier Paolo Pasolini (Itália)

“Cronaca di Anna Magdalena Bach”, de Danièle Huillet, Jean-Marie Straub (Itália)

“Diario di una Schizofrenica”, de Nelo Risi (Itália)

“Porcile”, de Pier Paolo Pasolini (Itália, França)

PANORAMA DO CINEMA SUECO

“Corações em Conflito”, de Lukas Moodysson

“Metropia”, de Tarik Saleh

“Mr. Governor”, de Mans Mansson

“Quase Elvis” (Almost Elvis), de Petra Revenue

“The Ape”, de Jesper Ganslandt

“The Eagle Hunter’s Son”, de Renè Bo Hansen

“The Great Adventure”, de Arne Sucksdorff

“The King of Ping Pong”, de Jens Jonsson

“The Swimsuit Issue”, de Mans Herngren

“Os Emigrantes” (The Emigrants), de Jan Troell

“Everlasting Moments”, de Jan Troell

“The New Land”, de Jan Troell

“Who Saw Him Die?”, de Jan Troell

“Gabrielle”, de Hasse Ekman

“Girl with Hyacinths”, de Hasse Ekman

“Ombyte Av Tág”, de Hasse Ekman

“The Banquet”, de Hasse Ekman

“Wandering with The Moon”, de Hasse Ekman

HOMENAGEM A FANNY ARDANT

“Cinza Sangue”, de Fanny Ardant (França)

“A Mulher do Lado”, de François Truffaut (França)

“Crimes de Autor”, de Claude Lelouch (França)

“De Repente, Num Domingo”, de François Truffaut (França)

____________

Também foram divulgados os preços dos pacotes de ingressos e credenciais permanentes, disponíveis partir de 17 de outubro, das 10 às 21hs na Central da Mostra, no Conjunto Nacional (Av.Paulista, 2073).

Permanente Integral – R$ 390,00
Permanente Integral Folha (15% de desconto para o titular da assinatura) – R$ 331,50
Permanente Especial – R$ 90,00
Permanente Especial Folha (15% de desconto para o titular da assinatura) – R$ 76,50
Pacote de 40 – R$ 285,00
Pacote de 20 – R$ 165,00

À bientôt!!!