Posts Tagged 'animação'

Animação… Wall-E vence o Oscar!

O bonitinho Wall-E leva (alguma dúvida?) o Oscar de Melhor Animação… Foi beijo pra todo lado, de Steve Jobs ao prof. do segundo Grau!

2750_wall_e_preview_image_1186184869

32ª Mostra – Crítica: “Waltz with Bashir”

O que passa pela cabeça dos organizadores da Mostra Internacional de Cinema de programar para o mesmo – e diga-se de passagem, absurdo! – horário as duas únicas sessões do filme que despertou o interesse de pessoas mundo afora? 

Atraídos pela curiosidade que filmes neste formato traz, embora já não seja novidade o chamado AnimaDoc – e o sucesso de “Persépolis” (2006) está aí para comprovar isso, uma fila de desesperados cinéfilos se formava na bilheteria do Espaço Unibanco Arteplex, no Shopping Frei Caneca, antes das 11 horas da manhã. O filme seria exibido às 23h30.

23h00 e as filas para entrar nas duas salas onde “Waltz with Bashir” seria exibido já estava formada. Algumas “personalidades” do cinema estavam presentes, entre elas a cineasta Daniela Thomas (de “Linha de Passe”) e Hector Babenco, que zanzava de um lado para o outro.

Começa o filme. A ameaça de briga entre dois mau-educados na sala 1 não compromete a exibição. O que se têm à frente é uma animação de boa qualidade, como se fosse imagens reais, somadas a um roteiro impressionante. Como dito antes, trata-se de uma autobiografia onde Ari Folman conta sua experiência no exército israelense na ocasião da Guerra do Líbano (1980), onde além de combatente, fora testemunha ocular do massacre de palestinos empreendido pelo exército libanês. O Le Champo já havia comentado sobre o “Waltz…” em Cannes, lembra?

Se não lembra, não tem problema, eu separei aqui o trailer, somente para esquentar as discussões sobre sua possível indicação ao Oscar por filme estrangeiro. 

Ah, sim, a Avaliação Le Champo: Excelente!

“Pan-Cinema Permanente” e “Cosmonauta Polyakov” surpreendem e levam Troféu É Tudo Verdade

Aconteceu na noite do último sábado, em São Paulo, a premiação do 13º Festival Internacional de Documentários- É Tudo Verdade.

O evento, que foi aberto ao público, contou com a presença de diretores, produtores, além de representantes dos patrocinadores do festival.

A premiação foi marcada pelo tom direto e um pouco confuso, sobretudo no que dizia respeito às traduções dos discursos enviados pelos cineastas estrangeiros premiados.

As surpresas da noite (ao menos para alguns) foram as premiações dos longas – nacional e internacional.

Na Competição Brasileira, “Pan-Cinema Permanente” levou o Troféu É Tudo Verdade de melhor longa-metragem, além do maior prêmio em dinheiro – um valor de R$100.000,00.

O filme, que fala da trajetória do poeta Waly Salomão, demorou 15 anos para ser concluido, segundo as palavras do diretor.

Particularmente, eu esperava que “O Aborto dos Outros”, de Carla Gallo, pudesse vencer a competição, mas, no entanto, ganhou somente Menção Honrosa pela sua tocante obra.

Outra Menção Honrosa foi dada a “Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei”, dos diretores Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, filme que, como o nome sugere, relata a meteórica carreira de Wilson Simonal durante as décadas de 1960 e 1970 e o ostracismo decorrente de seu suposto envolvimento com a Polícia Política (DOPS) durante a Ditadura Militar.

Já na competição de curtas, o bem feito “Remo Usai – Um Músico Para o Cinema”, de Bernardo Uzeda leva o troféu de melhor curta-metragem brasileiro e um prêmio de R$ 6.000,00. O curta conta a história do músico Remo Usai, autor de mais de 150 trilhas para curtas e longas brasileiros.

Esta premiação contrariou mais uma vez o meu palpite e “Dossiê Rê Bordosa”, de César Cabral e meu favorito ao prêmio, recebe Menção Honrosa por sua obra que mistura animação com linguagem de documentário. Ótimo curta!

Dentro da Competição Internacional, a cineasta alemã Dana Ranga leva o prêmio de melhor documentário longa-metragem internacional com o seu “Cosmonauta Polyakov” e o libanês “Apenas Um Odor”, de Maher Abi Samra, se destaca como melhor documentário curta-metragem internacional.

Após a premiação os filmes vencedores do festival foram exibidos em sessão especial para o público presente.

Sem o véu, não!

A animação “Persépolis”, de Marjane Satrapi e Vicent Paronnaud, foi vetada no Líbano. O motivo não foi especificado pelas autoridades daquele país, mas é possível deduzir que a forma como foi abordados os temas históricos, como a Revolução Islâmica e as relações do Irã com o Ocidente, tenham sido os responsáveis pela proibição.

Vale lembrar que o próprio governo do Irã já havia criticado o filme e que, mesmo considerado “islamófobo” e “anti-iraniano” pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, uma versão censurada da obra fora exibida nos cinemas iranianos.

“Persépolis” foi premiado do Festival de Cannes de 2007 e indicado ao Oscar de Melhor Animação, perdendo para a produção norte-americana “Ratatouille”, do estúdio Walt Disney/Pixar (o que aliás, foi uma pena!).

 

Cena de “Persépolis”, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud
A pequena Marjane, tomando uma geral das Irmãs da Revolução