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É INDIE!!!

Começa hoje a 2ª edição paulista do INDIE 2008 – Mostra Mundial de Cinema, evento que completou este ano sua 7ª edição em Belo Horizonte/MG, sempre trazendo o que há de novo na cena cinematográfica independente.

Até o dia 12/11, o INDIE exibe 40 filmes em 35 sessões, todas no Cinesesc (Rua Augusta, 2.075), onde o maior destaque são as produções japonesas, que integram dois ciclos: um dedicado ao cinema erótico (ou “pinku eiga”, “cor-de-rosa”) de Koji Wakamatsu e outro intitulado Nippon Connection Film Festival, dedicada a divulgação do novo cinema japonês.

Há ainda o ciclo Música do Underground, que traz “Sonic Youth: Dormindo Noites Acordadas”, do Projeto Moonshine (EUA, 2007) e a seleção Premiers Films, com 4 filmes dirigidos por estreantes franceses.

Os ingressos custam de R$ 3 a R$ 6 e a programação completa você vê aqui

Olha só que bacana a vinheta do festival, que começou oficialmente ontem:



32ª Mostra – Crítica: “Better Things”

O lado mais obscuro da juventude é explorado neste longa independente de Duane Hopkins.

O ponto de partida da trama é a morte de Tess por overdose de heroína. Ela, bem como a maioria dos jovens de seu meio estão envolvidos com o consumo de drogas pesadas e outras dependências. Ao mesmo tempo, Gail,outra garota com problemas, teme o mundo lá fora e nunca ousa ultrapassar as paredes de dua casa.

Sem o moralismo que geralmente permeia a abordagem deste tema, o filme enfoca as dores e dificuldades em lidar com perdas, morte, ressentimento e culpa, sensações difíceis em qualquer idade mas que assume um peso ainda maior quando se é jovem e as expectativas costumam ser breves.

Uma frase para “Better Things”: Não tente repetir isso em casa!

Avaliação Le Champo: Bom!

                                           Cartaz de “Better Things”, produção independente from UK

E você, conhece o Bafici???

Bafici ou Festival Internacional de Cine Independiente de Buenos Aires é, como o próprio nome sugere, uma vitrine para o cinema independente (mas não somente), agregando títulos de diversos países e que este ano chega a sua 10ª edição.

Ou seja, é uma mostra de cinema bastante parecida com a nossa tradicional Mostra Internacional de Cinema, dadas algumas cruciais diferenças.

Uma dessas diferenças, (por sinal gritante!), é o preço dos ingressos. Se no Brasil paga-se até R$ 20 por uma inteira, lá os ingressos são vendidos ao valor de 6 pesos – pouco mais de R$ 3. A inteira!

Por isso é possível ver nas ruas da Recoleta, em frente ao Malba, ao longo da Av. Corrientes e onde mais estiverem sendo exibidos filmes da mostra, filas intermináveis compostas por todo tipo de público.

Outra diferença é a organização do evento, com atrasos ou cancelamento de sessões quase inexistentes. Ponto para os portenhos que podem programar-se sem serem vítimas da alfândega!

A nossa vantagem em cima deles é o fato de que boa  parte dos filmes a serem exibidos no Bafici ou já foram exibidos nas mostras daqui ou chegarão muito em breve. Ponto para nós, que ao menos neste quesito somos vanguarda!

Por outro lado, não é a produção internacional que faz do Bafici um dos eventos cinematográficos mais importantes do país. Sua notoriedade reside mesmo é na produção local – o Festival de Cine Independiente, desde a sua primeira edição, em 1999, traz o que há de mais expressivo e singular no cinema argentino.

E, pelo que eu fiquei sabendo, a produção argentina presente nesta edição deixa de lado as temáticas pautadas na crise econômica no início dos anos 2000 e  cede espaço para temas pertinentes à vida cotidiana e a realidade social do país.

O evento, que começou no último dia 8 e se estenderá até o dia 20 de abril traz, além dos 427 títulos, uma série de atividades paralelas. São mesas redondas, debates, aulas magnas e seminários com diretores, produtores e estúdios de diversas origens.

O diretor brasileiro Eduardo Coutinho é um dos exemplos . Além de seu filme “Jogo de Cena” ter aberto o festival, o cineasta ministrou uma “Master Class” no dia 10.

Dentre as atividades paralelas destaca-se também a recém-inaugurada “Cine al aire libre” – projeções ao ar livre (na Pasaje Carlos Gardel) dos filmes argentinos premiados nas edições anteriores do Festival.

Para Sergio Wolf, diretor do Bafici, a intenção agora é apostar na continuidade da linha artística do evento. Vale lembrar que após a turbulenta saída de Fernando Peña da direção do Bafici, muitos foram os rumores sobre o cancelamento da mostra.

Abertura do 10º Bafici
Abertura do 10º Bafici

 

O cineasta Eduardo Coutinho (ao microfone) na abertura do 10º Bafici
O cineasta Eduardo Coutinho (ao microfone) na abertura do 10º Bafici

 

Cine al aire libre
Cine al aire libre

40 Anos da Quinzena dos Realizadores de Cannes

A Quinzena dos Realizadores de Cannes comemora 40 anos este mês. E para comemorar a data, será promovida uma Mostra especial, destacando alguns dos mais importantes filmes descobertos na Quinzena.

35 filmes irão compôr a retrospectiva da Quinzena, que começa no dia 16 de abril e vai até o dia 29 do mesmo mês, iniciando-se em Paris e depois, seguindo em mostras itinerantes, passando por cidades como Buenos Aires, Atenas, Roma, Seul, Los Angeles, Nova York e Bucareste, entre outras, é o que informa a Folha de S.Paulo de hoje.

Entre os filmes exibidos estão “Macunaíma” (1969), de Joaquim Pedro de Andrade, “Caminhos Violentos” (1973), de Martin Scorsese e “Estranhos no Paraíso” (1984), clássico de Jim Jarmusch.

Para quem ainda não conhece, a Quinzena dos Realizadores é uma Mostra paralela ao Festival de Cannes. Nasceu em 1969, em virtude do boicote ao festival oficial durante os acontecimentos de Maio de 68. Criada sob a responsabilidade da Sociedade dos Realizadores de Filmes e sob o lema “todos os filmes nascem livres e iguais”, a Quinzena se impõs como importante espaço destinado às produções e realizadores independentes do mundo inteiro.

Cena de “Estranhos no Paraóo”, de Jim Jarmusch
Cena de Estranhos no Paraíso, de Jim Jarmusch>