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Oscar 2009: Melhor Filme em língua estrangeira é “do Japão!!!

“Departures”, de Yojiro Takita (Japão) leva a estatueta!. Eu juro que eu sabia. Ao contrário do que pensava ser o nosso amigo R. Ewald Filho, NUNCA um filme Israelense (“Waltz with Bashir”), falando sobre temas como aqueles, iria ganhar… Estamos no Oscar, baby!!!!!!

Mas o japonês me pareceu bacana, olha só o trailler:

E os indicados do Oscar são…

Pois é, minha gente, saiu na manhã desta quinta-feira (22) a lista dos indicados ao Oscar 2009, que acontecerá em 22 de fevereiro.

Como este tipo de lista sempre causa alguma reação – nem sempre inesperada! – o Le Champo vai botar mais lenha nessa fogueira e ajudar a aumentar o burburinho perguntando, a cada post, quem você acha que leva a estatueta dourada em cada uma das categorias.

Apostos? 

Melhor filme em língua estrangeira: 

 – “Revanche”, de Gotz Spielmann (Áustria) 

– “The class” (“Entre les Murs“), de Laurent Cantet (França) 

– “The Baader Meinhof Complex”, de Uli Edel (Alemanha)

Waltz with Bashir“, de Ari Folman (Israel) 


– “Departures”, de Yojiro Takita (Japão)

 

And the Oscar goes to…

 

É INDIE!!!

Começa hoje a 2ª edição paulista do INDIE 2008 – Mostra Mundial de Cinema, evento que completou este ano sua 7ª edição em Belo Horizonte/MG, sempre trazendo o que há de novo na cena cinematográfica independente.

Até o dia 12/11, o INDIE exibe 40 filmes em 35 sessões, todas no Cinesesc (Rua Augusta, 2.075), onde o maior destaque são as produções japonesas, que integram dois ciclos: um dedicado ao cinema erótico (ou “pinku eiga”, “cor-de-rosa”) de Koji Wakamatsu e outro intitulado Nippon Connection Film Festival, dedicada a divulgação do novo cinema japonês.

Há ainda o ciclo Música do Underground, que traz “Sonic Youth: Dormindo Noites Acordadas”, do Projeto Moonshine (EUA, 2007) e a seleção Premiers Films, com 4 filmes dirigidos por estreantes franceses.

Os ingressos custam de R$ 3 a R$ 6 e a programação completa você vê aqui

Olha só que bacana a vinheta do festival, que começou oficialmente ontem:



32ª Mostra – Crítica: “Hanami – Cerejeiras em Flor”

As flores de cerejeira, ou Sakuras, são símbolos da beleza mas também da impermanência, já que é impossível possuí-las.

Este conceito permeia o belo trabalho de Doris Dörrie. O ponto de partida da história é a descoberta da doença terminal de Rudi por sua esposa. Trudi, de ascendência japonesa, sonha em viajar ao Japão e lá poder avistar o Monte Fuji e as cerejeiras em flor na companhia do marido, sem o qual não veria qualquer graça. Porém, sem contar ao marido sobre seu estado de saúde, ela o convence primeiramente visitar os filhos que moram em Berlim. Como os filhos são ocupados demais para lhes dispensar o mínimo de atenção, o casal resolve viajar até o litoral Báltico. É quando destino prega uma das suas e repentinamente Trudi falece. Começa então a saga do marido em tentar oferecer à esposa morta tudo aquilo que ele a negou em vida, ao passo que ele aprende mais sobre os filhos, sobre o Japão e sobre si mesmo.

Vale a pena pelo roteiro tocante, pela fotografia bem trabalhada e pela trilha sonora, assinada por Claus Bantzer.

Avaliação Le Champo: Bom! 

Confira o trailer no original em alemão:

32ª Mostra: Resumo do dia

Corrido e com alguns percalços. Assim foi o 6º dia de mostra.

Houve sessão gratuita de “Fim de Verão”, de Yasujiro Ozu (1961), no Cinesesc. Tudo maravlhoso, filme ótimo, sala com um bom número de espectadores para o horário se não fosse… uma falha no projetor da sala!!! Isso quando faltavam apenas 10 minutos para terminar o filme… humpf!

Mas vamos ao que separei de mais (ou menos) interessante no dia.

Além do filme de Ozu, falarei de “Love Life”, de Maria Schrader. O filme conta a história de uma jovem que tem tudo mas não está satisfeita com nada. E, na tentativa de levar uma vida menos perfeita, toma como amante o amigo de seu pai, homem muito mais velho e que a faz chorar com sua personalidade quase hostil. No fim a moral de “viva sua vida, independente do quê e de quem for… Chatinha essas histórias com moral, não?

Uma frase para “Love Life”: Não chores mais, Poliana! 

Avaliação Le Champo: Regular.

Mas, o destaque do dia é, sem dúvida,”Caixa de Pandora”, de Yesim Ustaoglu. O filme, ambientado na Turquia, retrata sem pieguices e até com certas pinceladas de humor a velhice sob o Alzheimer.

Nusret é mãe de 3 filhos, porém, vive sozinha num vilarejo perto da montanha que chama de sua. Um dia ela resolve passear por lá e se perde. Seus filhos se reúnem para procurá-la e, o que deveria ser um momento de ajuda mútua entre eles vira uma saga torturante, onde suas diferentes formas de viver são contestadas a todo instante.

Ao reencontrar a mãe, os filhos percebem que seu comportamento está alterado: memória presa ao passado, xixi no tapete da sala… Nusret está com Alzheimer em estágio avançado e nenhum de seus filhos têm condições psicológicas para lidar com o novo estado da mãe. Ou por serem certinhos ou errados demais, fato é que a velhinha só será bem resguardada pelo seu neto, Murat, um adolescente inconsequente e fujão! E, a medida que avança a doença da mãe, os filhos reconhecem suas fraquezas e covardias diante da vida.

Uma frase para “Caixa de Pandora”: Vovó é punk!

Avaliação Le Champo: Bom!

                                                           Avó e neto em “Caixa de Pandora”