Arquivo de agosto \06\UTC 2010

Suecos Silenciosos na Cinemateca Brasileira

Já virou tradição: em agosto é exibida a Jornada Brasileira do Cinema Silencioso, este ano em sua 4ª edição. O evento, promovido pela Cinemateca Brasileira e já considerado um dos mais importantes da cinefilia nacional inicia-se hoje e vai até o dia 15, tendo como principal característica a exibição de filmes silenciosos (ou, como tornou-se popularmente conhecidos, “mudos”). São, de modo geral, as produções realizadas até o fim da década de 1920, ou ainda, antes da utilização do som sincronizado (por volta de 1927).

Este ano, o que a Cinemateca traz de mais especial é uma mostra dedicada ao Cinema Silencioso Sueco, em parceria com o Instituto Sueco de Cinema. Nesta, nomes consagrados do cinema escandinavo, como os de Victor Sjöström e Gustav Molander figuram ao lado de outros diretores importantes no contexto nórdico, mas ainda pouco conhecidos no Brasil, como são o caso de Ernest Florman, pioneiro do cinema sueco e Mauritz Stiller. Serão exibidos, entre outros filmes, “Terge Vigen, (1917), de Sjöström, “As Garotas de Norrtull” (Norrtullsligan, 1923), de Per Lindberg e “A Herança de Ingmar” (Ingmarsarvet, 1925), de Gustav Molander. Todos esses filmes, e outros, têm sessões com acompanhamento musical programadas.

“A Herança de Ingmar”, de Molander…

“As Garotas de Norttull”, de Lindberg

Além dos suecos, serão exibidas outras raridades que valem a visita à Cinemateca, como por exemplo “Wara Wara”, ficção boliviana de 1930 e produções brasileiras, como “Companhia Paulista de Estrada de Ferro” (1930), “Companhia Mogyana (1920)”, cujo tema central é o trem.

Confira um trecho de Terge Vigen, do mestre do mestre, Victor Sjöström:

Quer saber mais? Acesse o site da Cinemateca e divirta-se!