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“Das Weisse Band”, de Michael Haneke, leva a Palma de Ouro em Cannes!

O longa “Das Weisse Band” (“The White Ribbon” ou ainda “A Fita Branca”, em tradução livre), do diretor austríaco Michael Haneke abocanhou o prêmio máximo do 62º Festival de Cannes: a Palma de Ouro!  O filme, que busca retratar a gênese dos totalitarismos, conta a história de uma comunidade protestante de um vilarejo da Alemanha, pouco antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial.  O pastor da região impõe aos adolescentes o uso de uma fita branca como símbolo da pureza e da ingenuidade – adjetivos estes que deverão, ao menos em tese, perpetuar ao longo da vida adulta. Estes adjetivos, no entanto, não fazem parte do cotidiano dos moradores do povoado, que a partir de um acidente sofrido pelo médico da região, são surpreendidos com uma série de crimes violentos, cujo foco principal são os jovens. Não há indícios do autor dos crimes e a população local acredita se tratar de um castigo enviado aos adultos em virtude de seus muitos pecados.

A fotografia de “Das Weisse Band”, em P&B, refere-se à iconografia da época retratada no filme e a escolha dos atores, sobretudo das crianças, seguiu uma rigorosa seleção que consumiu seis meses e 7.000 testes. Tudo isso para “encontrar crianças que correspondessem fisicamente às imagens que conhecemos do período”, como justificou Haneke, após a exibição de seu filme, na última quinta-feira.

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A atriz francesa e Presidende do Júri, Isabelle Huppert declarou ter premiado “um filme extraordinário, e justificou: “Haneke tem um estilo ético. Nesse filme, num tom diferente, ele novamente vai longe na alma humana”. Quando sua obra foi comparada à do cineasta sueco Ingmar Bergman, Haneke hesitou, dizendo que preferia que este fosse visto “como um filme hanekiano, não como um filme bergmaniano”. 

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Quem também brilhou na cerimônia de ontem foi a atriz francesa Charlotte Gainsbourg. Premiada como “Melhor Atriz” desta edição do Festival, por sua atuação no polêmico “Antichrist“, de Lars von Trier, Gainsbourg agradeceu a Thierry Frémaux e ao Festival de Cannes “pela audácia em selecionar esse filme”. Como já comentado nesse Le Champo, “Antichrist” rendeu as vaias mais fervorosas desta edição, mas as cenas fortes, que incluem automutilação, tortura e sexo explícito convenceram o Júri. 

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O prêmio de “Melhor Ator” foi concedido ao austríaco Christoph Waltz, por sua atuação em “Inglourious Bastards“, de Quentin Tarantino. No filme, ele interpreta o carrasco nazista e multilinguista Hans Landa.

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O segundo prêmio mais importante do Festival, o Grande Prêmio do Júri foi concedido ao drama “Un Prophète“, de Jacques Audiard. Vale lembrar que até o fim da Competição Oficial, “Un Prophète” era apontado como favorito a Palma de Ouro.

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A surpresa do evento foi a premiação do cineasta filipino Brillante Mendoza como “Melhor Direção” do Festival, deixando críticos (e eu mesma!) de boca aberta. Mendoza foi escolhido o melhor entre nomes de peso, como Almodóvar, Marco Bellocchio e mesmo Alain Resnais. Além disso, seu filme, “Kinatay” foi recebido com certa resistência e algumas vaias. O cineasta turco Nuri Bilge Ceylan, que no ano passado exibiu em Cannes seu “Três Macacos” defendeu o colega filipino declarando que “particularmente, gostei muito (de Kinatay)”.

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Já que falei em Alain Resnais, o cineasta francês foi agraciado com o “Prêmio Especial do Festival de Cannes”. O diretor concorria à Palma com seu “Les Herbes Folles”. A homenagem rendeu um dos pontos altos da cerimônia: Resnais foi aplaudido longamente e de pé pelo público presente no Teatro Lumière, local do evento.

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Confira abaixo os outros premiados no 62º Festival de Cannes:

Prêmio de melhor roteiro: Feng Mei, do filme “Spring Fever” (China)

Prêmio do júri: Fish Tank“, de Andrea Arnold (Reino Unido), e “Thirst”, de Park Chan-Wook (Coreia do Sul)

Palma de Ouro de melhor curta-metragem: Arena“, de João Salaviza (Portugal)

Menção especial (curta-metragem): “The Six Dollar Ffty Man” (Nova Zelândia), de Mark Albiston e Louis Sutherland

Câmera de Ouro (diretor estreante): Warwick Thornton,  de “Samson and Delilah”

Menção especial (prêmio Câmera de Ouro): “Ajami” , de  Scandar Copti e Yaron Shani

Prêmio especial do júri pelo conjunto da carreira: Alan Resnais

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32ª Mostra – “O Estranho em Mim” leva o prêmio do Júri!

O longa-metragem alemão “O Estranho em Mim” foi o grande vencedor da 32ª edição da Mostra Internacional de Cinema, realizada dia 30/10, no Sesc Pinheiros. O filme da cineasta Emily Atef (eu comentei aqui, lembra?) foi escolhido o melhor por unanimidade pelo Júri.

O prêmio de melhor atriz, segundo o Júri foi para a protagonista de “O Estranho em Mim”, Susanne Wolff. 

O Melhor Longa Estrangeiro de Ficção, segundo o público foi o indiano  “Jodhaa Akbar”, de Ashutosh Gowariker, que conta a história da aliança entre o Imperador muçulmano Jalaluddin Mohammad Akbar e a jovem Jodhaa, filha do Rei hindu Bharmal de Amer.

Melhor Longa Brasileiro de Ficção, segundo o público, foiApenas o Fim”, de Matheus de Souza, também vencedor do Prêmio Teleimage de Finalização.

O prêmio da Crítica de Melhor Filme foi para “Aquele Querido Mês de Agosto”, de Miguel Gomes.

O  Melhor Documentário segundo o Júri de Documentários foi “Crianças da Pira”, de Rajesh S.Jala. Foi premiado ainda com o Prêmio Especial do Júri de Documentários, “KFZ-1348″, de Gabriel Mascaro e Marcelo Pedroso, e com Menção Especial, “Conhecendo Andrei Tarkovsky”, de Dmitry Trakvosky .

Para o público, o Melhor Documentário Estrangeiro foi “YOUSSOU NDOUR: I Bring what I love”, de Elizabeth Chai Vasarhelyi e o Melhor Documentário de Longa-Metragem Brasileiro foi “Loki – Arnaldo Batista”, de Paulo Henrique Fontenelle.

O premiado do Festival da Juventude, destinado à estudantes secundaristas da rede pública de ensino (e que quase nunca comparecem, visto a deficiente divulgação entre as escolas, sobretudo às da periferia!) foi “Verônica”, de Maurício Farias. 

Wim Wenders, responsável pela seleção “Carta Branca”, foi homenageado com o Prêmio Humanidade.

E vocês, concordam com esta premiação???

Festival dos Melhores Filmes: “Tropa de Elite” e “Jogo de Cena” são os melhores filmes de 2007

A cerimônia de abertura e premiação do 34º Festival Sesc dos Melhores Filmes aconteceu ontem a noite, no Cinesesc, em São Paulo. O ator Dan Stulbach foi o mestre de cerimônias do evento.

Segundo informação veiculada pelo site cineclick.uol.com.br, os grandes vencedores, na opinião da crítica e do público votante (num total de seis mil) foram “Tropa de Elite”, de José Padilha e “Jogo de Cena”, de Eduardo Coutinho.

Confira os vencedores:

* Segundo a Crítica:

Melhor Ator – Wagner Moura, por “Tropa de Elite”
Melhor Diretor – Eduardo Coutinho, por “Jogo de Cena”.
Melhor Filme – “Jogo de Cena”
Melhor Atriz – Carla Ribas, por “A Casa de Alice”
Melhor Filme Internacional – “Em Busca da Vida”, de Jia Zangh-ke
Melhor Diretor Internacional – Jia Zangh-ke, por “Em Busca da Vida”
Melhor Ator Internacional – Ulrich Mühe, por “A Vida dos Outros”
Melhor Atriz – Marion Cotillard, por “Piaf, Um Hino ao Amor”.

** Segundo o Público:

Melhor Ator – Wagner Moura, por “Tropa de Elite”.
Melhor Filme – “Tropa de Elite”
Melhor Atriz – Alice Braga, por “A Via Láctea”
Melhor Filme Internacional – “A Vida dos Outros”, de Florian Henckel.
Melhor Diretor Internacional – Alejandro González Iñárritu, por “Babel”.
Melhor Ator Internacional – Gael García Bernal, por “O Passado”
Melhor Atriz – Marion Cotillard, por “Piaf, Um Hino ao Amor”.

O filme “Falsa Loura”, novo longa-metragem de Carlos Reichenbach abriu o festival.

Cena de “Tropa de Elite” e “Jogo de Cena”