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Contagem Regressiva: 10, 9, 8… é a 33ª Mostra de Cinema SP!

Cinéfilos do mundo, uni-vos!

Começa amanhã a 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o maior evento de cinema do Brasil e da América Latina. Este ano, cerca de 400 títulos foram selecionados entre mais de 700 inscritos e serão exibidos em 17 salas de cinema espalhadas pela cidade, até o dia 5/11. E tem de tudo: dos indicados aos grandes festivais internacionais como Cannes, Veneza, Sundance, Berlim até avant-premièrs nacionais e internacionais. Longas,médias, curtas, animações, documentários, retrospectivas, homenagens, debates e encontros, enfim, a mostra paulistana é, sem dúvida alguma, o momento da cinefilia brasileira.

Cartaz_Mostra_SP

A largada da Mostra será dada hoje a noite no Auditório Ibirapuera, com a exibição de “À Procura de Eric”, de Ken Loach, aplaudido na última edição do Festival de Cannes. A sessão inaugural será exclusiva para convidados.

Looking_for_Eric

Além dos filmes, a Mostra receberá dezenas de convidados, alguns estrangeiros, como é o caso da atriz francesa Fanny Ardant, homenageada deste ano e que vem para divulgar o filme “Cinzas e Sangue”, sua estreia na direção. Quem também vem é o diretor israelense Amos Gitai, que nesta edição da mostra exibe os inéditos “Carmel” e “A Guerra dos Filhos da Luz Contra os Filhos das Trevas“. E para os profissionais e estudantes de cinema interessados em aprender técnicas de iluminação, o diretor de fotografia Christian Berger, de “A Fita Branca” (Palma de Ouro em Cannes) ministrará duas oficinas exclusivas para este público, uma no dia 2/11 (profissionais) e outra dia 4/11 (estudantes), às 10hs, na Cinemateca e na FAAP.

Carmel_Amos_GitaiCena de “Carmel”, Amos Gitai”…

cendres-et-sang… e cartaz de “Cinzas e Sangue”, de Fanny Ardant

Novidade é o Prêmio Itamaraty Cinema Brasileiro, concedido pela primeira vez na Mostra Internacional de Cinema e que oferecerá R$ 90 mil em prêmios, entre três categorias (longa de ficção, documentário e curta-metragem). Outra novidade, esta imperdível, é a exibição de 24 longas na internet, disponível aos primeiros 300 acessos logo após a exibição do mesmo título na sala de cinema. A boa nova é do Cineclick!

Se interessou pela Mostra?  Ainda há pacotes de ingressos e permanentes à venda (pacotes de 20 ingressos esgotaram!), de R$ 76,50 a R$ 390,00, na Central da Mostra, dentro do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073), ou entradas individuais ao preço de R$14,00 (seg. a qui) e R$18,00 (sex., sáb. e dom.). Consulte a programação com data, local e horário das sessões no Site da Mostra.

Ah! E como já é tradicional, este Le Champo fará a cobertura do evento, trazendo resenhas, dicas, informações e tudo o que rolar no evento mais aguardado do calendário cinéfilo.

Nos vemos por aí!

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Uma amostra da Mostra!

Preparem suas listinhas, torçam os dedos, segurem a ansiedade!  Saiu  há algumas semanas a pré-lista de filmes da 33ª Mostra Internacional de São Paulo, evento que vai de 22 de outubro a 5 de novembro!

Na lista tem muita coisa boa e uma enxurrada de filmes iranianos, portugueses, coreanos e israelenses (com direito a DOIS do Amos Gitai!!!). Há como sempre os “superaguardados”, que rodaram os principais festivais do mundo, além de claro, as “mostras dentro da Mostra”. É o caso do Panorama do Cinema Sueco (e eu já ia fechando a cara por não ver representantes do cinema escandinavo na lista geral!), além das retrospectivas Theo Angelopoulos e Gian Vittorio Baldi e a homenagem à atriz francesa Fanny Ardant.

Confira abaixo a pré-lista, lembrando sempre que mudanças podem ocorrer (e sempre ocorrem, mesmo durante o evento!). Em negrito estão algumas sugestões/apostas:

“1ª Vez 16 mm”, de Rui Goulart (Portugal)

“35 Shots of Rum”, de Claire Denis (França)

“500 Dias com Ela”, de Marc Webb (EUA)

“A Farewell to Hemingway”, de Svetoslav Ovtcharov (Bulgária)

“A Fita Branca”, de Michael Haneke (Áustria)

“A Frozen Flower”, de Yu Ha (Coreia)

“A Man who Ate his Cherries”, de Payman Haghani (Irã)

“À Procura de Eric”, de Ken Loach (Inglaterra)

“A Religiosa Portuguesa”, de Eugéne Green (Portugal)

“A Zona”, de Sandro Aguilar (Portugal)

“Accidents Happen”, de Andrew Lancaster (Austrália)

“Aconteceu em Woodstock”, de Ang Lee (EUA)

“Adam”, de Max Mayer (EUA)

“Adam Resurrected”, de Paul Schrader (EUA)

“Altiplano”, de Peter Brosens e Jessica Woodworth (Alemanha)

“Amer”, de Hélène Cattet e Bruno Forzani (Bélgica, França)

“American Swing”, de Jon Hart e Mathew Kaufman (EUA)

Amor en Tránsito”, de Lucas Blanco (Argentina)

“Amreeka”, de Cherien Dabis (EUA)

“Anaphylaxis”, de Ayman Mokhtar (Reino Unido)

“Ander”, de Roberto Castón (Espanha)

“Art Inconsequence”, de Robert Kaltenhaeuser (Alemanha)

“Arte de Roubar”, de Leonel Vieira (Portugal)

“Backyard”, de Carlos Carrera (México)

“Bad Day to Go Fishing”, de Alvaro Brechner (Espanha, Uruguai)

“Bathory”, de Juraj Jakubisko (Eslováquia)

“Be Calm and Count to Seven”, de Ramtin Lavafipour (Irã)

“Being Mr. Kotschie”, de Norbert Baumgarten (Alemanha)

“Beket”, de Davide Manuli (Itália)

“Bilal”, de Sourav Sarangi (Índia)

Borderline”, de Lyne Charlebois (Canadá)

“Bright Star”, de Jane Campion (Reino Unido)

“Buddenbrooks”, de Heinrich Breloer (Alemanha)

“Carmel”, de Amos Gitaï (Israel, França)

“Chasing Che”, de Alireza Rofougaran (Irã)

“Cinerama”, de Inês de Oliveira (Portugal)

“Coffin Rock”, de Rupert Glasson (Austrália)

“Cold Souls”, de Sophie Barthes (EUA)

“Colin”, de Marc Price (Reino Unido)

“Comrade Couture”, de Marco Wilms (Alemanha)

“Cooking with Stella”, de Dilip Mehta (Canadá)

“Courting Condi”, de Sebastian Doggart (EUA, Reino Unido)

“Coweb”, de Xin Xin Xiong (Hong Kong, China)

“Crap’s Game”, de Ali Özgentürk (Turquia)

“Daniel & Ana”, de Michel Franco (México, Espanha)

“Dark Buenos Aires”, de Ramon Termens (Espanha, Argentina)

“Dear Lemon, Lima”, de Suzi Yoonessi (EUA)

“Delphi – 6”, de Rakeysh Omprakash Mehra (Índia)

“Desperados on the Block”, de Tomasz Emil Rudzik (Alemanha)

“Dogtooth”, de Yorgos Lanthimos (Grécia)

“Dorfpunks”, de Lars Jessen (Alemanha)

“Efeitos Secundários”, de Paulo Rebelo (Portugal)

“El Sistema”, de Paul Smaczny, Maria Stodtmeier (Alemanha)

“Eastern Plays”, de Kamen Kalev (Bulgária)

“Every Little Step”, de James D. Stern e Adam Del Deo (EUA)

“Everyone Else”, de Maren Ade (Alemanha)

“Fence”, de Toshi Fujiwara (Japão)

“Film Is a Girl & a Gun”, de Gustav Deutsch (Áustria)

“Food Inc.”, de Rebert Kenner (EUA)

“Formosa Betrayed”, de Adam Kane (EUA, Tailândia)

“Frontier Blues”, de Babak Jalali (Irã, Reino Unido, Itália)

Futebol Brasileiro”, de Miki Kuretani (Japão)

“German Souls”, de Martin Farkas, Matthias Zuber (Alemanha)

“Germany 09”, de Fatih Akin, Tom Tykwer e outros (Alemanha)

“Go Get Some Rosemary”, de Joshua e Ben Safdie (EUA)

“Green Water”, de Mariano de Rosa (Argentina)

“Hair India”, de Raffaele Brunetti e Marco Leopardi (Itália)

“Hangtime”, de Wolfgang Groos (Alemanha)

“Havan York”, de Luciano Larobina (México)

“Heiran”, de Shalizeh Arefpour (Irã)

“Henri-Georges Clouzot’s Inferno”, de Serge Bromberg e Ruxandra Medrea (França)

“Huacho”, de Alejandro Fernández Almendras (Chile)

“Humpday”, de Lynn Shelton (EUA)

“Ibrahim Labyad”, de Marwan Hamed (Egito)

“Initiation”, de Peter Kern (Áustria)

“Into The Lion’s Den”, de Nicolas Bénac, Cedric Robion (França)

Irene”, de Alain Cavalier (França)

“Katalin Varga”, de Peter Strickland (Romênia)

“Kalandia – A Checkpoint Story”, de Neta Efrony (Israel)

“Kicks”, de Lindy Heymann (Reino Unido)

“Kids and Kids”, de Zhang Feng (China)

“King Hugo and His Dumsel”, de Franco De Peña (Polônia, Venezuela)

“La Guerre des Fils de la Lumière Contre les Fils des Ténèbres”, de Amos Gitaï (França)

“La Pivellina”, de Rainer Frimmel e Tizza Covi (Áustria, Itália)

“Les Beaux Gosses”, de Riad Sattouf (França)

Les Herbes Folles”, de Alain Resnais (França)

“Life in the Building Blocks”, de Alfredo Hueck, Carlos Caridad (Venezuela)

“Little Joe”, de Nicole Haeusser (EUA)

“London River”, de Rachid Bouchareb (Reino Unido, França, Argélia)

“Madholal Keep Walking”, de Jaí Tank (Índia)

“Mamachas of the Ring”, de Betty M Park (Bolívia, EUA)

“Menino Peixe”, de Lucía Puenzo (Argentina)

“Miss Stinnes Motors Round the World”, de Erica von Moeller (Alemanha)

“Morrer como um Homem”, de João Pedro Rodrigues (Portugal, França)

“Mother”, de Bong Joon-ho (Coreia)

“O Cerco – A Democracia nas Malhas do Neoliberalismo”, de Richard Broullitte (Canadá)

O Fantástico Sr. Raposo”, de Wes Anderson (EUA)

“O Imaginário do Dr. Parnassus”, de Terry Gilliam (Reino Unido)

“Of Heart and Courage, Ballet Bejart Lausanne”, de Arantxa Aguirre (Espanha)

“Of Parents and Children”, de Vladimir Michalek (República Tcheca)

“On Foot”, de Fereydoun Hasanpour (Irã)

“One Week”, de Michael McGowan (Canadá)

“Only When I Dance”, de Beadie Finzi (Reino Unido)

“Os Sorrisos do Destino”, de Fernando Lopes (Portugal)

“Outrage”, de Kirby Dick (EUA)

“Oye Lucky! Lucky Oye!”, de Dibakar Banerjee (Índia)

Paperplanes”, de Simon Szabó (Hungria)

“Partners”, de Frederic Mermoud (França, Suíça)

“Peter & Vandy”, de Jay Di Pieto (EUA)

“The Private Lives of Pippa Lee”, de Rebecca Miller (EUA)

“Playground”, de Libby Spears (EUA)

“Politist, Adjectiv”, de Corneliu Porumboiu (Romênia)

“Prank”, de Péter Gárdos (Hungria)

“Polytechnique”, de Denis Villeneuve (Canadá)

“Ramirez”, de Albert Arizza (Espanha)

“Red Sunrise”, de Gianfranco Pannone (Itália)

“Salvage”, de Lawrence Gough (Reino Unido)

“Samson & Delilah”, de Warwick Thornton (Austrália)

“Searching for the Elephant”, de S. K. Jhung (Coreia)

“Sede de Sangue”, de Park Chan-wook (Coreia)

“Sex Volunteer”, de Kyeong-duk Cho (Coreia)

“She, a Chinese”, de Xioalu Guo (China)

“Shirin”, de Abbas Kiarostami (Irã)

“Should I Really do It?”, de Ismail Necmi (Turquia)

“Singularidades de uma Rapariga Loura”, de Manoel de Oliveira (Portugal)

“Sleeping Soungs”, de Andreas Struck (Alemanha)

“Spiral”, de Jorge Pérez Solano (México)

“Still Walking”, de Hirokazu Kore-Eda (Japão)

“Super Star”, de Tahmineh Milani (Irã)

“Tales From the Golden Age”, de Cristian Mungiu e outros (Romênia)

“Sweet Rush”, de Andrzej Wajda (Polônia)

“The 40th Door”, de Elchin Musaoglu (Azerbaijão)

The Anarchist’s Wife”, de Marie Noëlle, Peter Sehr (Alemanha)

“The Arrivals”, de Claudine Bories, Patrice Chagnard (França)

“The Dispensables”, de Andreas Arnstedt (Alemanha)

“The Invention of Flesh”, de Santiago Loza (Argentina)

“The Mermaid and the Diver”, de Mercedes Moncada Rodriguez (Espanha, México)

“The Misfortunates”, de Felix van Groeningen (Bélgica)

“The Nature of Existence”, de Roger Nygard (EUA)

“The People I’ve Slept With”, de Quentin Lee (Canadá, EUA)

“The Pope’s Miracle”, de Pepe Valle (México)

“The Red Spot”, de Marie Miyayama (Alemanha)

“The Room in the Mirror”, de Rubi Gaul (Alemanha)

“The Stoning of Soraya M.”, de Cyrus Nowrasteh (EUA)

“The Wolberg Family”, de Axelle Ropert (França)

“This Very Instant”, de Manuel Huerga (Espanha)

“Tide of Sand”, de Gustavo Montiel Pagés (México-Argentina)

“Todos Mentem”, de Matías Piñeiro (Argentina)

“Tokyo!”, de Michel Gondry, Leos Carax, Bong Joon-ho (França, Japão, Alemanha)

“Tom Zé Astronauta Libertado” (Tom Zé Liberated Astronaut), de Ígor Iglesias González (Espanha)

“Tomorrow at Dawn”, de Denis Dercourt (França)

“Trimpin: O Som da Invenção”, de Peter Esmonde (EUA)

“Tsar”, de Pavel Luguin (Rússia)

“Twenty”, de Abdolreza Kahani (Irã)

“Under Rich Earth”, de Malcoml Rogge (Canadá, Equador)

“Unmade Beds”, de Alexis dos Santos (Inglaterra)

“Unmistaken Child”, de Nati Baratz (Israel)

Vincere”, de Marco Bellocchio (Itália)

“Ward Number 6”, de Karen Shakhnazarov (Rússia)

“West of Pluto”, de Henry Bernadet, Myriam Verreault (Canadá)

“When the Lemons Turned Yellow…”, de Mohammad Reza Vatandoost (Irã)

“White on Rice”, de Dave Boyle (EUA, Japão)

“Wolson: Aria of the Straits”, de Ota Shinichi (Japão)

“Worldrevolution”, de Klaus Hundsbichler (Áustria)

“Zapping-Alien@Mozart-Balls”, de Vitus Zepichal (Alemanha, Áustria)

“Zero”, de Pawel Borowski (Polônia)

RETROSPECTIVA DE THEO ANGELOPOULOS

“Dust of Time”

“Paisagem na Neblina”

“A Eternidade e um Dia”

“O Passo Suspenso da Cegonha”

“Um Olhar a Cada Dia”

“O Vale dos Lamentos”

RETROSPECTIVA DE GIAN VITTORIO BALDI (direção e/ou produção)

“Fuoco!”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Il Cielo Sopra di Me”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Luciano, una Vita Bruciata”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Nevrijeme, Il Temporale”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Ultimo Giorno di Scuola Prima Delle Vacanze di Natale”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Appunti Per Un’Orestiade Africana”, de Pier Paolo Pasolini (Itália)

“Cronaca di Anna Magdalena Bach”, de Danièle Huillet, Jean-Marie Straub (Itália)

“Diario di una Schizofrenica”, de Nelo Risi (Itália)

“Porcile”, de Pier Paolo Pasolini (Itália, França)

PANORAMA DO CINEMA SUECO

“Corações em Conflito”, de Lukas Moodysson

“Metropia”, de Tarik Saleh

“Mr. Governor”, de Mans Mansson

“Quase Elvis” (Almost Elvis), de Petra Revenue

“The Ape”, de Jesper Ganslandt

“The Eagle Hunter’s Son”, de Renè Bo Hansen

“The Great Adventure”, de Arne Sucksdorff

“The King of Ping Pong”, de Jens Jonsson

“The Swimsuit Issue”, de Mans Herngren

“Os Emigrantes” (The Emigrants), de Jan Troell

“Everlasting Moments”, de Jan Troell

“The New Land”, de Jan Troell

“Who Saw Him Die?”, de Jan Troell

“Gabrielle”, de Hasse Ekman

“Girl with Hyacinths”, de Hasse Ekman

“Ombyte Av Tág”, de Hasse Ekman

“The Banquet”, de Hasse Ekman

“Wandering with The Moon”, de Hasse Ekman

HOMENAGEM A FANNY ARDANT

“Cinza Sangue”, de Fanny Ardant (França)

“A Mulher do Lado”, de François Truffaut (França)

“Crimes de Autor”, de Claude Lelouch (França)

“De Repente, Num Domingo”, de François Truffaut (França)

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Também foram divulgados os preços dos pacotes de ingressos e credenciais permanentes, disponíveis partir de 17 de outubro, das 10 às 21hs na Central da Mostra, no Conjunto Nacional (Av.Paulista, 2073).

Permanente Integral – R$ 390,00
Permanente Integral Folha (15% de desconto para o titular da assinatura) – R$ 331,50
Permanente Especial – R$ 90,00
Permanente Especial Folha (15% de desconto para o titular da assinatura) – R$ 76,50
Pacote de 40 – R$ 285,00
Pacote de 20 – R$ 165,00

À bientôt!!!

Cinema Silencioso na Cinemateca Brasileira

Para aqueles que já conhecem e amam ou para os que tem curiosidade em conhecer as produções cinematográficas do chamado “período silencioso” (primeiras décadas do século XX): não percam a III Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, de 7 a 16 de agosto, na Cinemateca Brasileira !

Além dos filmes silenciosos brasileiros, que têm seu espaço reservado a cada edição do evento, este ano a cinematografia silenciosa francesa ganhará destaque, em virtude do Ano da França no Brasil e das parcerias firmadas entre a nossa cinemateca com a Cinemateca Francesa, com os Arquivos Albert Kahn e ainda com os Arquivos Franceses do Filme/Centro Nacional de Cinematografia.

Na mostra francesa serão exibidas obras clássicas, como os primeiros trabalhos dos irmãos Lumière, os longas “O Homem do Mar” (1920) e  “Maldone” (1928), ambos de Marcel L’Herbier e Jean Grémillon e ainda a adaptação para o cinema do romance de Flaubert, “Salammbo” (1925), de Pierre Marodon. 

salammbo                                                   Salammbo, 1925

O filme “Études sur Paris” (“Estudos sobre Paris, 1928) de André Sauvage será exibido em sessões especiais na Sala São Paulo, de 13 a 16 de agosto, acompanhado pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, que tocarão partitura composta exclusivamente para este filme. As produções de Alice Guy, primeira diretora de cinema do mundo!, compõem um dos programas da Jornada, dedicado à coletânea da produtora Gaumont restaurada pela Cinemateca da Suécia.

Études sur Paris                                           Études dur Paris, 1928

Outro programa imperdível é o “Cinema do Povo e os Anarquistas do Cinema“, com filmes realizados pela cooperativa “Cinéma du Peuple – primeira organização anarquista ligada à produção cinematográfica para a divulgação de idéias libertárias entre a classe operária. Destaque para filmes como “La Terroriste” (“A Terrorista”), produzida pela Pathé em 1907 e “La Commune” (“A Comuna”, 1917), de Armand Guerra.

La Terroriste                                           La Terroriste, 1907   

A mostra intitulada “Em Busca do Brasil: a Amazônia Silenciosa” será dedicada aos filmes de expedição à Amazônia, feitos nas primeiras décadas do século XX e a seção “Janela para a América Latina ”  exibirá o maior sucesso do cinema silencioso chileno, a comédia “El Húsar de la muerte” (“O hússar da morte”, 1925) de Pedro Sienna.

El Húsar de la Muerte                                           El Húsar de la Muerte, 1925

Além da exibição de filmes, a III Jornada Brasileira de Cinema Silencioso será palco para três conferências proferidas por Isabelle Marinone, pesquisadora do Instituto de Estudos Avançados do Collegium de Lyon e professora da Universidade Paris 3 – Sorbonne Nouvelle, que falará sobre as relações entre Anarquismo e cinema na França, tema de sua tese de doutorado, além da conferência inaugural do evento, a cargo de  Caroline Patte, pesquisadora do Centro Nacional de Cinematografia, que abordará o cinema silencioso francês conhecido e preservado até os dias de hoje.

 

Serviço: CINEMATECA BRASILEIRA 
                Largo Senador Raul Cardoso, 207 -prox. Metrô V.Mariana
                São Paulo – SP
                Informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)

Ah, e o melhor, o evento é grátis! (somente para exibições na Cinemateca)

“Das Weisse Band”, de Michael Haneke, leva a Palma de Ouro em Cannes!

O longa “Das Weisse Band” (“The White Ribbon” ou ainda “A Fita Branca”, em tradução livre), do diretor austríaco Michael Haneke abocanhou o prêmio máximo do 62º Festival de Cannes: a Palma de Ouro!  O filme, que busca retratar a gênese dos totalitarismos, conta a história de uma comunidade protestante de um vilarejo da Alemanha, pouco antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial.  O pastor da região impõe aos adolescentes o uso de uma fita branca como símbolo da pureza e da ingenuidade – adjetivos estes que deverão, ao menos em tese, perpetuar ao longo da vida adulta. Estes adjetivos, no entanto, não fazem parte do cotidiano dos moradores do povoado, que a partir de um acidente sofrido pelo médico da região, são surpreendidos com uma série de crimes violentos, cujo foco principal são os jovens. Não há indícios do autor dos crimes e a população local acredita se tratar de um castigo enviado aos adultos em virtude de seus muitos pecados.

A fotografia de “Das Weisse Band”, em P&B, refere-se à iconografia da época retratada no filme e a escolha dos atores, sobretudo das crianças, seguiu uma rigorosa seleção que consumiu seis meses e 7.000 testes. Tudo isso para “encontrar crianças que correspondessem fisicamente às imagens que conhecemos do período”, como justificou Haneke, após a exibição de seu filme, na última quinta-feira.

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A atriz francesa e Presidende do Júri, Isabelle Huppert declarou ter premiado “um filme extraordinário, e justificou: “Haneke tem um estilo ético. Nesse filme, num tom diferente, ele novamente vai longe na alma humana”. Quando sua obra foi comparada à do cineasta sueco Ingmar Bergman, Haneke hesitou, dizendo que preferia que este fosse visto “como um filme hanekiano, não como um filme bergmaniano”. 

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Quem também brilhou na cerimônia de ontem foi a atriz francesa Charlotte Gainsbourg. Premiada como “Melhor Atriz” desta edição do Festival, por sua atuação no polêmico “Antichrist“, de Lars von Trier, Gainsbourg agradeceu a Thierry Frémaux e ao Festival de Cannes “pela audácia em selecionar esse filme”. Como já comentado nesse Le Champo, “Antichrist” rendeu as vaias mais fervorosas desta edição, mas as cenas fortes, que incluem automutilação, tortura e sexo explícito convenceram o Júri. 

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O prêmio de “Melhor Ator” foi concedido ao austríaco Christoph Waltz, por sua atuação em “Inglourious Bastards“, de Quentin Tarantino. No filme, ele interpreta o carrasco nazista e multilinguista Hans Landa.

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O segundo prêmio mais importante do Festival, o Grande Prêmio do Júri foi concedido ao drama “Un Prophète“, de Jacques Audiard. Vale lembrar que até o fim da Competição Oficial, “Un Prophète” era apontado como favorito a Palma de Ouro.

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A surpresa do evento foi a premiação do cineasta filipino Brillante Mendoza como “Melhor Direção” do Festival, deixando críticos (e eu mesma!) de boca aberta. Mendoza foi escolhido o melhor entre nomes de peso, como Almodóvar, Marco Bellocchio e mesmo Alain Resnais. Além disso, seu filme, “Kinatay” foi recebido com certa resistência e algumas vaias. O cineasta turco Nuri Bilge Ceylan, que no ano passado exibiu em Cannes seu “Três Macacos” defendeu o colega filipino declarando que “particularmente, gostei muito (de Kinatay)”.

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Já que falei em Alain Resnais, o cineasta francês foi agraciado com o “Prêmio Especial do Festival de Cannes”. O diretor concorria à Palma com seu “Les Herbes Folles”. A homenagem rendeu um dos pontos altos da cerimônia: Resnais foi aplaudido longamente e de pé pelo público presente no Teatro Lumière, local do evento.

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Confira abaixo os outros premiados no 62º Festival de Cannes:

Prêmio de melhor roteiro: Feng Mei, do filme “Spring Fever” (China)

Prêmio do júri: Fish Tank“, de Andrea Arnold (Reino Unido), e “Thirst”, de Park Chan-Wook (Coreia do Sul)

Palma de Ouro de melhor curta-metragem: Arena“, de João Salaviza (Portugal)

Menção especial (curta-metragem): “The Six Dollar Ffty Man” (Nova Zelândia), de Mark Albiston e Louis Sutherland

Câmera de Ouro (diretor estreante): Warwick Thornton,  de “Samson and Delilah”

Menção especial (prêmio Câmera de Ouro): “Ajami” , de  Scandar Copti e Yaron Shani

Prêmio especial do júri pelo conjunto da carreira: Alan Resnais

“Tetro” de Coppola abre hoje a Quinzena dos Realizadores

A clássica Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes tem início hoje com a exibição do aguardado “Tetro”, de Francis Ford Coppola.O filme foi rodado na Argentina e conta a história de um homem que viaja à Buenos Aires a procura do irmão mais velho e desaparecido há anos. No elenco estão o americano Vincent Gallo, além das espanholas Carmen Maura e Maribel Verdú.

Aqui, Coppola, vencedor da Palma de Ouro em 1979 por “Apocalipse Now”, com os atores de Tetro:

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A Quinzena é uma mostra paralela à Cannes e hoje se impõe como importante espaço destinado às produções e realizadores independentes do mundo inteiro. Entre os selecionados, destaque para a comédia “I LOve You Phillip Morris (EUA) de Glenn Ficarra e John Requa, estrelado por Jim Carey e com a participação de Rodrigo Santoro no elenco.

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Dentre os curta-metragens selecionados, um é brasileiro: Super Barroco, de Renata Pinheiro, trabalho este premiado na última edição do Festival de Brasília:

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Confira a lista completa dos longa-metragens presentes na 41ª Quinzena dos Realizadores de Cannes:

“Amreeka” de Cherien Dabis (EUA)
“Les Beaux gosses” de Riad Sattouf (França)
“Carcasses” de Denis Coté (Canadá)
“Daniel y Ana” de Michel Franco (México)
“Eastern Plays” de Kamen Kalev (Bulgaária)
“La Famille Wolberg” de Axelle Ropert (França)
“Go Get Some Rosemary” de Benny et Josh Safdie (EUA)
“De Helaasheid der dingen” de Felix Van Groeningen (Bélgica)
“Here” de Tzu-Nyen Ho (Cingapura)
“Humpday” de Lynn Shelton (EUA)
“I Love You Philip Morris” de Glenn Ficarra e John Requa (EUA) 
“J’ai tué ma mère” de Xavier Dolan (Canadá)
“Jal Aljido Motamyunseo” (Like You Know It All) de Hong Sangsoo (Coreia do Sul)
“Karaoke” de Chan Fui (Chris) Chong (Malásia)
“Navidad” de Sebastian Lelio (Chile)
“Ne change rien” de Pedro Costa (Portugal)
“Oxhide II” de Liu Jia Yin (China)
“La Pivellina” de Tizza Covi e Rainer Frimmel (Áustria)
“Polytechnique” de Denis Villeneuve (Canadá) 
“Le Roi de l’évasion” de Alain Guiraudie (França)
“La Terre de la folie” de Luc Moullet (França)
“Yuki & Nina” de Nobuhiro Suwa e Hippolyte Girardot (França/Japão)

É INDIE!!!

Começa hoje a 2ª edição paulista do INDIE 2008 – Mostra Mundial de Cinema, evento que completou este ano sua 7ª edição em Belo Horizonte/MG, sempre trazendo o que há de novo na cena cinematográfica independente.

Até o dia 12/11, o INDIE exibe 40 filmes em 35 sessões, todas no Cinesesc (Rua Augusta, 2.075), onde o maior destaque são as produções japonesas, que integram dois ciclos: um dedicado ao cinema erótico (ou “pinku eiga”, “cor-de-rosa”) de Koji Wakamatsu e outro intitulado Nippon Connection Film Festival, dedicada a divulgação do novo cinema japonês.

Há ainda o ciclo Música do Underground, que traz “Sonic Youth: Dormindo Noites Acordadas”, do Projeto Moonshine (EUA, 2007) e a seleção Premiers Films, com 4 filmes dirigidos por estreantes franceses.

Os ingressos custam de R$ 3 a R$ 6 e a programação completa você vê aqui

Olha só que bacana a vinheta do festival, que começou oficialmente ontem:



É Hoje!

Começa hoje o mais importante festival de cinema do mundo: o Festival de Cannes!

Até o dia 25, tudo o que foi ou será visto e tudo o que há de mais expressivo no cinema mundial será exibido dentro das várias categorias que divide o Festival.

Os números de Cannes são expressivos: são 57 longas-metragens representando 31 países; entre as obras selecionadas, 22 disputam a cobiçadíssima Palma de Ouro e outras 20 concorrem dentro da mostra paralela “Um certo olhar” (un certain regard).

Dentre os 26 curtas-metragens selecionados, 9 integram a competição principal e 17 a sessão Cinéfondation.

Há ainda 14 filmes escalados em mostras paralelas não-competitivas, além do tradicional Cannes Classics, Sessões da Meia-Noite, retrospectivas e homenagens.

Os temas vão de terrorismo às mudanças econômicas na China.

Ter um filme exibido em Cannes não é nada fácil. Neste ano, quase 2.000 longas se submeteram à seleção do festival.

Segundo relato de Thierry Frémaux, diretor-artístico do Festival de Cannes, à Folha de S.Paulo, “o festival leva em conta, muito mais do que os assuntos de que tratam os filmes”.

Ou seja, o “savoir-faire” que tanto se fala é fundamental para a sua escolha e é o que diferencia Cannes de outros festivais ou premiações.

A abertura do Festival está marcada para a noite de hoje, com a exibição de “Ensaio sobre a Cegueira” (Blindness) de Fernando Meirelles, em sessão de gala, filme este que integra a Competição pela Palma de Ouro.

O “onírico” cineasta David Lynch é o responsável pela bela imagem do cartaz do 61º Festival de Cannes