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32ª Mostra – Crítica: “A Fronteira da Alvorada”

Confesso que ainda não consegui encontrar um adjetivo capaz de sintetizar este filme. Digo apenas que desde já, há dois dias do fim desta edição da Mostra, aposto nele minhas fichas de o melhor filme do evento. É claro que ainda me faltam ver bons filmes, como o do Amos Gitai, sem contar na histeria coletiva acerca de Che. Mas duvido que algum desses supere “A Fronteira da Alvorada” é capaz. No máximo empata!

Digo isso por “n” razões. A primeira é que este é um longa dirigido por Philippe Garrel, um dos maiores diretores da atualidade. Depois, o ator, seu filho, Louis Garrel, também pode ser considerado um dos melhores atores francesesda nova geração. A fotografia – tanto comentada – é assinada por William Lubtchansky, que desenvolveu um belo trabalho em P&B, dando ao filme a cara de clássico. E para arrematar, o roteiro maravilhoso, contando uma história de encontros e desencontros tão bem escrita que faz jus aos filmes da Nouvelle Vague.

Depois de tantos elogios, não há nada a ser dito. Veja… e curta sua felicidade burguesa, mas com estilo, por favor!

Avaliação Le Champo: Excelente!

Sesc Santana exibe Ciclo François Truffaut

O grande mestre do cinema francês e expoente da Nouvelle Vague, François Truffaut, será o tema do mês de maio do projeto “Última chance em 35mm”, no Sesc Santana, em São Paulo.

O evento começa hoje com a exibição de “O Quarto Verde” (1978 ). Considerado o filme mais pessoal do cineasta, “O Quarto Verde” conta a história de Julien Davenne, viúvo que faz do cômodo em questão um memorial em homenagem a mulher. No entanto, um incêndio no quarto faz com que ele restaure uma capela pra reverenciar a alma de sua amada, tornando-se um obcecado pelo culto a seus mortos.

O próprio Truffaut é quem interpreta a personagem principal desse filme. Vale muito a pena conferir.

Além de “O Quarto Verde”, integram o ciclo os filmes “A História de Adéle H.” (1975), “A Noiva Estava de Preto” (1968 ) e “A Sereia do Mississipi” (1969).

As sessões acontecem sempre às terças-feiras, às 20h, no teatro do Sesc Santana (Avenida Luiz Dumont Vilares, 579. São Paulo – SP). Os ingressos são gratuitos e não é necessário retirá-los com antecedência.

   François Truffaut, que dirige e atua em “O Quarto Verde” (1978 )

Um pouco de História para começar…

Resolvi recriar/retomar meu blog sobre cinema. Para isso, busquei inspiração no antigo Le Champo, cinema tradicional parisiense.

Nascido em 1938, no lugar onde antes fora uma livraria, o Cinéma Le Champo revela em sua trajetória acontecimentos marcantes que vão desde um incêndio, em 1941 – que obrigaria seu dono Roger Joly a reinventar o modo de projeção – até a exibição dos grandes filmes de sua época.

Foram projetados, nas duas salas (sendo uma delas, no subsolo, um antigo cabaret), ícones do cinema europeu, como Jacques Tati, sem contar a sua importância para movimentos como o neo-realismo italiano e a Nouvelle Vague.

Na década de 1980, o Champo promove festivais (retrospectivas),em homenagem às obras de Claude Chabrol, Woody Allen, relembra os 40 anos da Nouvelle Vague e retoma, já nos anos 90, o desejo por novos filmes. Destacam-se obras de Pedro Almodóvar, Stanley Kubrick e segue com seus ciclos dedicados aos mais importantes nomes da cinematografia mundial.

Ainda em plena atividade, o Champo reúne, madrugadas a dentro, cinéfilos ávidos por clássicos de todo o mundo. E não poderia deixar de ser, afinal, além de muito charmoso, ele é um marco na história do cinema.

Veja mais em http://www.lechampo.com

Fachada do Champo
Fachada do Champo