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Notícias de Cannes

Todo ano é assim, há dois meses do Festival de Cannes as notícias começam a pipocar e quem acompanha o evento passa a acessar o site do festival diariamente em busca de novidades.

Esse Le Champo foi atrás de algumas das principais notícias sobre o evento e dá uma prévia da 63ª edição do Festival de Cannes, que acontecerá de 12 a 23 de maio de 2010.

O cartaz do Festival, anunciado em 29 de março último, traz a atriz Juliette Binoche “pintando” com luzes o nome “Cannes”. De autoria da fotografa francesa Brigitte Lacombe, a obra dá seguimento à série de heroínas dos dois últimos anos (em 2008, o cartaz trazia uma mulher vendada, fotografada por David Lynch; em 2009, foi a vez de Monica Vitti, numa cena de “A Aventura”, de Michelangelo Antonioni, ilustrar o cartaz), como uma representação do mistério da tela. O conceito, criado pela designer Annick Durban, é o da mulher como alegoria do cinema, cujas pinceladas luminosas dão vida à imagem, animando-a com seus gestos amplos. Segundo o site do Festival, a graça de seu gesto é um convite a segui-la.

Quem presidirá o Júri do Festival em 2010 será o cineasta norte-americano Tim Burton, cujo filme “Alice no País das Maravilhas” estreou no último dia 24 na França e tem estreia prevista para o dia 21 de abril no Brasil. Nas palavras de Jacob Gilles, presidente do Festival de Cannes, o cineasta que tem coração de ouro e mãos de prata (numa referência ao personagem criado por Burton, Edward, Mãos de Tesoura) é, antes de tudo, um poeta. E completa: “se sua doce loucura e seu humor gótico invadir  (o Boulevard de) la Croisette, então será Natal para todo mundo. Natal e Dia das Bruxas”. Cabe lembrar que é a primeira vez na história do evento que um cineasta de animação preside o Júri do Festival.

O filme que abrirá o evento, no dia 12 de maio, é Robin Hood”, de Ridley Scott. Estrelado por Russel Crowe (que trabalhou com o diretor em outra mega-produção,  “Gladiador”, em 2000), o longa sobre o nascimento da lenda de Robin Hood conta ainda com a participação de Cate Blanchet, Léa Seydoux e Max von Sydow. Olha só o trailler do filme, que tem estreia mundial prevista para 14 de maio:

A Seleção Oficial do Festival de Cannes será anunciada em 15 de abril.

O Le Champo está de olho e conta as novidades por aqui.

À bientôt!

33ª Mostra – Crítica: “Os Famosos e Os Duendes da Morte”

Uma pacata cidade do interior. Um garoto de 16 anos e que, como qualquer adolescente, tem um forte sentimento de não-pertencimento ao local. Uma garota que partiu. Um misterioso que chega. Tudo muito folk embalado por “Mr.Tambourine Man”, de Bob Dylan.

Colocando as coisas dessa maneira parece fácil resumir “Os Famosos e os Duendes da Morte”, do jovem, porém talentoso cineasta, Esmir Filho. O longa franco-brasileiro, primeiro da carreira de Filho, foi selecionado para o Festival de Locarno (Suíça) deste ano e traz todos esses elementos para falar de algo mais profundo, embora comum à maioria das pessoas: inadequação e desejo de fuga.

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A história se passa numa cidadezinha alemã no Sul do Brasil, daquelas onde todo mundo conhece (e sabe da vida de) todo mundo e que não faz questão nenhuma de se relacionar com o que está além de suas fronteiras. Nessa esfera claustrofóbica, um garoto “que não tem nome” encontra na internet a redenção: a rede é sua ponte para o mundo exterior, muito mais interessante e cheio de possibilidades. É lá que ele conhece a “menina sem pernas”, com quem partilha sentimentos e a vontade de escapar. A cada um uma característica limitante – falta de nome ou pernas – e também um caminho.

Tudo no filme de Esmir Filho é onírico, abstrato, beira o confuso. Nada é direto, explícito, palpável, embora tudo seja muito intenso. Neste clima marcado por névoa e fumaça, real e virtual se confundem, bem como sentimentos e relações. Há mistério também, encarnado por uma misteriosa figura recém-chegada à cidade e que desperta a ira de uns e o interesse de outros.

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Por toda essa conjunção de elementos, falar de “Os Famosos e os Duendes da Morte” não é tão fácil quanto parece. Melhor é senti-lo. E ouvi-lo. Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I’m not sleepy and there is no place I’m going to”…

33ª Mostra – Crítica: “Alga Doce”

O novo filme do diretor polonês Andrzej Wajda pode assustar aqueles que só viram ou conhecem o grandioso “Katyn”, exibido na 32ª Mostra. Não que “Alga Doce” (Tatarak) seja ruim, muito pelo contrário, esta é mais uma obra-prima do cineasta que, aos 83 anos, mostra fôlego e criatividade de sobra. Mas “Alga Doce” está longe de ser uma narrativa linear, dessas que o espectador se coloca à frente da tela e tem toda a história pronta aos seus sentidos.

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Em seu último trabalho, Wajda mescla duas histórias intensas e em ambas brilha a atriz Krystyna Janda. Uma das histórias é um monólogo protagonizado por Janda,  em que a atriz relata os últimos momentos antes da morte do marido, o diretor de fotografia Edward Klosinski, a quem o filme é dedicado. Na outra história, ela interpreta Marta, mulher de meia-idade sufocada pela dor da perda dos dois filhos na guerra e vítima de uma doença terminal.

O filme é, portanto, um exercício cinematográfico onde beleza e dor, vida e morte, caminham juntas, são indissociáveis. É a própria significação do título: alga doce, planta comum em rios, tem em suas folhas, segundo explica Wajda, o perfume de bétulas, mas sua raiz tem o aroma de escamas de peixe podre, “cheiro de morte” . E é de morte, pontuada por momentos belos, salvadores, de que fala o filme.

A beleza em questão é Bogus, um jovem condutor de balsa por quem Marta se apaixona. Do alto do seus vinte anos, o rapaz não vê grandes expectativas de vida, nem mesmo ao lado de sua namorada, a bela Halinka. Mas para Marta, o vigor, a luz e espontaneidade de Bogus é a própria vida pulsando, brilhando em meio às suas catástrofes pessoais.

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Tanto o monólogo quanto a ficção são marcados pelo tom intimista, extremamente delicado e mostram o sofrimento compartilhado entre atriz e personagem. A fotografia, assinada por Pawel Edelman, evidenciam essas características e abusa da combinação luz e sombras e destacam belas paisagens de uma pequena cidade polonesa às margens de um rio, onde quase todas as cenas se passam.

Uma obra única.

33ª Mostra – Crítica: “À Procura de Eric”

Dois homens, um único nome. Esse é o ponto de partida escolhido pelo cineasta Ken Loach para contar a emocionante história de Eric Bishop, personagem central de “À Procura de Eric”, filme indicado à Palma de Ouro no último Festival de Cannes e que abriu a 33ª Mostra Internacional de Cinema de SP, na última quinta-feira.

Bishop é carteiro e mora num subúrbio londrino, na companhia de seus turbulentos enteados. Sua vida se resume ao entediante trabalho, aos poucos amigos e ao time do coração, o Manchester United, a quem devota alguns gritos de alegria. Solitário e afundado em uma profunda crise pessoal, Eric Bishop cumpre quase que diariamente um ritual simples: observar o pôster do jogador Eric Cantona na parede do seu quarto. Quase que como uma confissão, o carteiro desabafa à figura suas dificuldades e pede ao ídolo conselhos.

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Até que um dia o próprio Cantona surge diante de seu fã como uma verdadeira aparição. E, através de conversas com seu novo amigo imaginário, que mais lembram sessões de terapia, a vida do carteiro começa a mudar. Aos poucos ele vai reconstruindo sua auto-estima e começa a criar coragem para resolver pendências do passado, como o mal-explicado término de seu primeiro casamento com Lily, o amor da sua vida e mãe de sua filha.

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A participação do próprio jogador no filme e a forma como é estabelecida a relação entre os dois Erics, tão diferentes, dão todo o brilho à humorada produção. As citações em francês de Cantona, ídolo do Manchester United, sua postura confiante, retratada pelo erguer da gola da camisa, tudo isso contrasta com o carteiro inseguro, cujo sentimento de culpa faz perder a direção da própria vida e a moral junto aos enteados, que envolvidos em negócios escusos, só poderão contar com o padrasto.

Um filme que mostra, de forma cômica, como o amor e o fanatismo pelo futebol mudar vidas.

33ª Mostra – Crítica: “Sussuros ao Vento”

Eis aqui um bom exemplar iraquiano, digno de nota!

Sussuros ao Vento” (Sirta La Gal Ba/ Whisper With the Wind), do cineasta Shahram Alidi, conta a história do velho Mam Baldar, um mensageiro que, de posse de seu rádio gravador e ao volante de sua caminhonete, percorre as montanhas do Curdistão iraquiano, levando e trazendo mensagens para os habitantes da região. Em suas viagens encontra apenas morte, destruição e desespero. São tempos marcados pelo regime de Sadam Hussein e as constantes investidas contra os curdos impede, muitas vezes, Mam Baldar de encontrar os destinatários das mensagens que porta.

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Por outro lado e em meio a tanto sofrimento, Mam Baldar depara-se com tipos exóticos, personagens únicas daquela região eternamente em conflito, como por exemplo um rapaz que traz em seu rosto as inúmeras cicatrizes das batalhas enfrentadas. Ou ainda as mulheres que, feitas prisioneiras, gastam seus últimos anos de vida a empilhar pedras no deserto. A noite, o vento desmancha as pilhas construídas, obrigando-as a retomar o trabalho na manhã seguinte.

Entre suas muitas encomendas, uma é especial. Um comandante guerrilheiro pede ao “Tio Alado” que grave o primeiro choro de seu filho. Mas, ao chegar ao vilarejo indicado pelo homem, Baldar descobre que todas as crianças e mulheres da região foram expulsos para um vale distante. A viagem de Mam Baldar será longa e no caminho ele terá duas certezas: a primeira, que o fim dos conflitos está longe do fim; a segunda, que apesar de tanto sofrimento e dor, a resistência curda se mantêm firme, através da guerrilha e rádio Peshawar (clandestina) e da esperança que renasce em meio às dificuldades.

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Em seu filme, Alidi recorre às fórmulas típicas de filmes do Oriente-médio, como o frenético apelo à fotografia, onde natureza e poesia se misturam quase que instantaneamente, além de sequências quase que intermináveis e silenciosas. Somados  à atuação de habitantes locais, não profissionais (não-atores) e a existência de tipos exóticos (como o homem preso por consertar rádios), clichês tão comuns e um pouco enjoativos, a metodologia usada pelo cineasta não chega a apagar o brilho da obra. A beleza e a destruição alternam-se, dando um certo movimento e muita graça ao filme.

Vale a pena ver “Sussuros ao Vento”, já que este foi um dos filmes participantes da última Semana da Critica em Cannes.

Contagem Regressiva: 10, 9, 8… é a 33ª Mostra de Cinema SP!

Cinéfilos do mundo, uni-vos!

Começa amanhã a 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o maior evento de cinema do Brasil e da América Latina. Este ano, cerca de 400 títulos foram selecionados entre mais de 700 inscritos e serão exibidos em 17 salas de cinema espalhadas pela cidade, até o dia 5/11. E tem de tudo: dos indicados aos grandes festivais internacionais como Cannes, Veneza, Sundance, Berlim até avant-premièrs nacionais e internacionais. Longas,médias, curtas, animações, documentários, retrospectivas, homenagens, debates e encontros, enfim, a mostra paulistana é, sem dúvida alguma, o momento da cinefilia brasileira.

Cartaz_Mostra_SP

A largada da Mostra será dada hoje a noite no Auditório Ibirapuera, com a exibição de “À Procura de Eric”, de Ken Loach, aplaudido na última edição do Festival de Cannes. A sessão inaugural será exclusiva para convidados.

Looking_for_Eric

Além dos filmes, a Mostra receberá dezenas de convidados, alguns estrangeiros, como é o caso da atriz francesa Fanny Ardant, homenageada deste ano e que vem para divulgar o filme “Cinzas e Sangue”, sua estreia na direção. Quem também vem é o diretor israelense Amos Gitai, que nesta edição da mostra exibe os inéditos “Carmel” e “A Guerra dos Filhos da Luz Contra os Filhos das Trevas“. E para os profissionais e estudantes de cinema interessados em aprender técnicas de iluminação, o diretor de fotografia Christian Berger, de “A Fita Branca” (Palma de Ouro em Cannes) ministrará duas oficinas exclusivas para este público, uma no dia 2/11 (profissionais) e outra dia 4/11 (estudantes), às 10hs, na Cinemateca e na FAAP.

Carmel_Amos_GitaiCena de “Carmel”, Amos Gitai”…

cendres-et-sang… e cartaz de “Cinzas e Sangue”, de Fanny Ardant

Novidade é o Prêmio Itamaraty Cinema Brasileiro, concedido pela primeira vez na Mostra Internacional de Cinema e que oferecerá R$ 90 mil em prêmios, entre três categorias (longa de ficção, documentário e curta-metragem). Outra novidade, esta imperdível, é a exibição de 24 longas na internet, disponível aos primeiros 300 acessos logo após a exibição do mesmo título na sala de cinema. A boa nova é do Cineclick!

Se interessou pela Mostra?  Ainda há pacotes de ingressos e permanentes à venda (pacotes de 20 ingressos esgotaram!), de R$ 76,50 a R$ 390,00, na Central da Mostra, dentro do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073), ou entradas individuais ao preço de R$14,00 (seg. a qui) e R$18,00 (sex., sáb. e dom.). Consulte a programação com data, local e horário das sessões no Site da Mostra.

Ah! E como já é tradicional, este Le Champo fará a cobertura do evento, trazendo resenhas, dicas, informações e tudo o que rolar no evento mais aguardado do calendário cinéfilo.

Nos vemos por aí!

Uma amostra da Mostra!

Preparem suas listinhas, torçam os dedos, segurem a ansiedade!  Saiu  há algumas semanas a pré-lista de filmes da 33ª Mostra Internacional de São Paulo, evento que vai de 22 de outubro a 5 de novembro!

Na lista tem muita coisa boa e uma enxurrada de filmes iranianos, portugueses, coreanos e israelenses (com direito a DOIS do Amos Gitai!!!). Há como sempre os “superaguardados”, que rodaram os principais festivais do mundo, além de claro, as “mostras dentro da Mostra”. É o caso do Panorama do Cinema Sueco (e eu já ia fechando a cara por não ver representantes do cinema escandinavo na lista geral!), além das retrospectivas Theo Angelopoulos e Gian Vittorio Baldi e a homenagem à atriz francesa Fanny Ardant.

Confira abaixo a pré-lista, lembrando sempre que mudanças podem ocorrer (e sempre ocorrem, mesmo durante o evento!). Em negrito estão algumas sugestões/apostas:

“1ª Vez 16 mm”, de Rui Goulart (Portugal)

“35 Shots of Rum”, de Claire Denis (França)

“500 Dias com Ela”, de Marc Webb (EUA)

“A Farewell to Hemingway”, de Svetoslav Ovtcharov (Bulgária)

“A Fita Branca”, de Michael Haneke (Áustria)

“A Frozen Flower”, de Yu Ha (Coreia)

“A Man who Ate his Cherries”, de Payman Haghani (Irã)

“À Procura de Eric”, de Ken Loach (Inglaterra)

“A Religiosa Portuguesa”, de Eugéne Green (Portugal)

“A Zona”, de Sandro Aguilar (Portugal)

“Accidents Happen”, de Andrew Lancaster (Austrália)

“Aconteceu em Woodstock”, de Ang Lee (EUA)

“Adam”, de Max Mayer (EUA)

“Adam Resurrected”, de Paul Schrader (EUA)

“Altiplano”, de Peter Brosens e Jessica Woodworth (Alemanha)

“Amer”, de Hélène Cattet e Bruno Forzani (Bélgica, França)

“American Swing”, de Jon Hart e Mathew Kaufman (EUA)

Amor en Tránsito”, de Lucas Blanco (Argentina)

“Amreeka”, de Cherien Dabis (EUA)

“Anaphylaxis”, de Ayman Mokhtar (Reino Unido)

“Ander”, de Roberto Castón (Espanha)

“Art Inconsequence”, de Robert Kaltenhaeuser (Alemanha)

“Arte de Roubar”, de Leonel Vieira (Portugal)

“Backyard”, de Carlos Carrera (México)

“Bad Day to Go Fishing”, de Alvaro Brechner (Espanha, Uruguai)

“Bathory”, de Juraj Jakubisko (Eslováquia)

“Be Calm and Count to Seven”, de Ramtin Lavafipour (Irã)

“Being Mr. Kotschie”, de Norbert Baumgarten (Alemanha)

“Beket”, de Davide Manuli (Itália)

“Bilal”, de Sourav Sarangi (Índia)

Borderline”, de Lyne Charlebois (Canadá)

“Bright Star”, de Jane Campion (Reino Unido)

“Buddenbrooks”, de Heinrich Breloer (Alemanha)

“Carmel”, de Amos Gitaï (Israel, França)

“Chasing Che”, de Alireza Rofougaran (Irã)

“Cinerama”, de Inês de Oliveira (Portugal)

“Coffin Rock”, de Rupert Glasson (Austrália)

“Cold Souls”, de Sophie Barthes (EUA)

“Colin”, de Marc Price (Reino Unido)

“Comrade Couture”, de Marco Wilms (Alemanha)

“Cooking with Stella”, de Dilip Mehta (Canadá)

“Courting Condi”, de Sebastian Doggart (EUA, Reino Unido)

“Coweb”, de Xin Xin Xiong (Hong Kong, China)

“Crap’s Game”, de Ali Özgentürk (Turquia)

“Daniel & Ana”, de Michel Franco (México, Espanha)

“Dark Buenos Aires”, de Ramon Termens (Espanha, Argentina)

“Dear Lemon, Lima”, de Suzi Yoonessi (EUA)

“Delphi – 6”, de Rakeysh Omprakash Mehra (Índia)

“Desperados on the Block”, de Tomasz Emil Rudzik (Alemanha)

“Dogtooth”, de Yorgos Lanthimos (Grécia)

“Dorfpunks”, de Lars Jessen (Alemanha)

“Efeitos Secundários”, de Paulo Rebelo (Portugal)

“El Sistema”, de Paul Smaczny, Maria Stodtmeier (Alemanha)

“Eastern Plays”, de Kamen Kalev (Bulgária)

“Every Little Step”, de James D. Stern e Adam Del Deo (EUA)

“Everyone Else”, de Maren Ade (Alemanha)

“Fence”, de Toshi Fujiwara (Japão)

“Film Is a Girl & a Gun”, de Gustav Deutsch (Áustria)

“Food Inc.”, de Rebert Kenner (EUA)

“Formosa Betrayed”, de Adam Kane (EUA, Tailândia)

“Frontier Blues”, de Babak Jalali (Irã, Reino Unido, Itália)

Futebol Brasileiro”, de Miki Kuretani (Japão)

“German Souls”, de Martin Farkas, Matthias Zuber (Alemanha)

“Germany 09”, de Fatih Akin, Tom Tykwer e outros (Alemanha)

“Go Get Some Rosemary”, de Joshua e Ben Safdie (EUA)

“Green Water”, de Mariano de Rosa (Argentina)

“Hair India”, de Raffaele Brunetti e Marco Leopardi (Itália)

“Hangtime”, de Wolfgang Groos (Alemanha)

“Havan York”, de Luciano Larobina (México)

“Heiran”, de Shalizeh Arefpour (Irã)

“Henri-Georges Clouzot’s Inferno”, de Serge Bromberg e Ruxandra Medrea (França)

“Huacho”, de Alejandro Fernández Almendras (Chile)

“Humpday”, de Lynn Shelton (EUA)

“Ibrahim Labyad”, de Marwan Hamed (Egito)

“Initiation”, de Peter Kern (Áustria)

“Into The Lion’s Den”, de Nicolas Bénac, Cedric Robion (França)

Irene”, de Alain Cavalier (França)

“Katalin Varga”, de Peter Strickland (Romênia)

“Kalandia – A Checkpoint Story”, de Neta Efrony (Israel)

“Kicks”, de Lindy Heymann (Reino Unido)

“Kids and Kids”, de Zhang Feng (China)

“King Hugo and His Dumsel”, de Franco De Peña (Polônia, Venezuela)

“La Guerre des Fils de la Lumière Contre les Fils des Ténèbres”, de Amos Gitaï (França)

“La Pivellina”, de Rainer Frimmel e Tizza Covi (Áustria, Itália)

“Les Beaux Gosses”, de Riad Sattouf (França)

Les Herbes Folles”, de Alain Resnais (França)

“Life in the Building Blocks”, de Alfredo Hueck, Carlos Caridad (Venezuela)

“Little Joe”, de Nicole Haeusser (EUA)

“London River”, de Rachid Bouchareb (Reino Unido, França, Argélia)

“Madholal Keep Walking”, de Jaí Tank (Índia)

“Mamachas of the Ring”, de Betty M Park (Bolívia, EUA)

“Menino Peixe”, de Lucía Puenzo (Argentina)

“Miss Stinnes Motors Round the World”, de Erica von Moeller (Alemanha)

“Morrer como um Homem”, de João Pedro Rodrigues (Portugal, França)

“Mother”, de Bong Joon-ho (Coreia)

“O Cerco – A Democracia nas Malhas do Neoliberalismo”, de Richard Broullitte (Canadá)

O Fantástico Sr. Raposo”, de Wes Anderson (EUA)

“O Imaginário do Dr. Parnassus”, de Terry Gilliam (Reino Unido)

“Of Heart and Courage, Ballet Bejart Lausanne”, de Arantxa Aguirre (Espanha)

“Of Parents and Children”, de Vladimir Michalek (República Tcheca)

“On Foot”, de Fereydoun Hasanpour (Irã)

“One Week”, de Michael McGowan (Canadá)

“Only When I Dance”, de Beadie Finzi (Reino Unido)

“Os Sorrisos do Destino”, de Fernando Lopes (Portugal)

“Outrage”, de Kirby Dick (EUA)

“Oye Lucky! Lucky Oye!”, de Dibakar Banerjee (Índia)

Paperplanes”, de Simon Szabó (Hungria)

“Partners”, de Frederic Mermoud (França, Suíça)

“Peter & Vandy”, de Jay Di Pieto (EUA)

“The Private Lives of Pippa Lee”, de Rebecca Miller (EUA)

“Playground”, de Libby Spears (EUA)

“Politist, Adjectiv”, de Corneliu Porumboiu (Romênia)

“Prank”, de Péter Gárdos (Hungria)

“Polytechnique”, de Denis Villeneuve (Canadá)

“Ramirez”, de Albert Arizza (Espanha)

“Red Sunrise”, de Gianfranco Pannone (Itália)

“Salvage”, de Lawrence Gough (Reino Unido)

“Samson & Delilah”, de Warwick Thornton (Austrália)

“Searching for the Elephant”, de S. K. Jhung (Coreia)

“Sede de Sangue”, de Park Chan-wook (Coreia)

“Sex Volunteer”, de Kyeong-duk Cho (Coreia)

“She, a Chinese”, de Xioalu Guo (China)

“Shirin”, de Abbas Kiarostami (Irã)

“Should I Really do It?”, de Ismail Necmi (Turquia)

“Singularidades de uma Rapariga Loura”, de Manoel de Oliveira (Portugal)

“Sleeping Soungs”, de Andreas Struck (Alemanha)

“Spiral”, de Jorge Pérez Solano (México)

“Still Walking”, de Hirokazu Kore-Eda (Japão)

“Super Star”, de Tahmineh Milani (Irã)

“Tales From the Golden Age”, de Cristian Mungiu e outros (Romênia)

“Sweet Rush”, de Andrzej Wajda (Polônia)

“The 40th Door”, de Elchin Musaoglu (Azerbaijão)

The Anarchist’s Wife”, de Marie Noëlle, Peter Sehr (Alemanha)

“The Arrivals”, de Claudine Bories, Patrice Chagnard (França)

“The Dispensables”, de Andreas Arnstedt (Alemanha)

“The Invention of Flesh”, de Santiago Loza (Argentina)

“The Mermaid and the Diver”, de Mercedes Moncada Rodriguez (Espanha, México)

“The Misfortunates”, de Felix van Groeningen (Bélgica)

“The Nature of Existence”, de Roger Nygard (EUA)

“The People I’ve Slept With”, de Quentin Lee (Canadá, EUA)

“The Pope’s Miracle”, de Pepe Valle (México)

“The Red Spot”, de Marie Miyayama (Alemanha)

“The Room in the Mirror”, de Rubi Gaul (Alemanha)

“The Stoning of Soraya M.”, de Cyrus Nowrasteh (EUA)

“The Wolberg Family”, de Axelle Ropert (França)

“This Very Instant”, de Manuel Huerga (Espanha)

“Tide of Sand”, de Gustavo Montiel Pagés (México-Argentina)

“Todos Mentem”, de Matías Piñeiro (Argentina)

“Tokyo!”, de Michel Gondry, Leos Carax, Bong Joon-ho (França, Japão, Alemanha)

“Tom Zé Astronauta Libertado” (Tom Zé Liberated Astronaut), de Ígor Iglesias González (Espanha)

“Tomorrow at Dawn”, de Denis Dercourt (França)

“Trimpin: O Som da Invenção”, de Peter Esmonde (EUA)

“Tsar”, de Pavel Luguin (Rússia)

“Twenty”, de Abdolreza Kahani (Irã)

“Under Rich Earth”, de Malcoml Rogge (Canadá, Equador)

“Unmade Beds”, de Alexis dos Santos (Inglaterra)

“Unmistaken Child”, de Nati Baratz (Israel)

Vincere”, de Marco Bellocchio (Itália)

“Ward Number 6”, de Karen Shakhnazarov (Rússia)

“West of Pluto”, de Henry Bernadet, Myriam Verreault (Canadá)

“When the Lemons Turned Yellow…”, de Mohammad Reza Vatandoost (Irã)

“White on Rice”, de Dave Boyle (EUA, Japão)

“Wolson: Aria of the Straits”, de Ota Shinichi (Japão)

“Worldrevolution”, de Klaus Hundsbichler (Áustria)

“Zapping-Alien@Mozart-Balls”, de Vitus Zepichal (Alemanha, Áustria)

“Zero”, de Pawel Borowski (Polônia)

RETROSPECTIVA DE THEO ANGELOPOULOS

“Dust of Time”

“Paisagem na Neblina”

“A Eternidade e um Dia”

“O Passo Suspenso da Cegonha”

“Um Olhar a Cada Dia”

“O Vale dos Lamentos”

RETROSPECTIVA DE GIAN VITTORIO BALDI (direção e/ou produção)

“Fuoco!”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Il Cielo Sopra di Me”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Luciano, una Vita Bruciata”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Nevrijeme, Il Temporale”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Ultimo Giorno di Scuola Prima Delle Vacanze di Natale”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Appunti Per Un’Orestiade Africana”, de Pier Paolo Pasolini (Itália)

“Cronaca di Anna Magdalena Bach”, de Danièle Huillet, Jean-Marie Straub (Itália)

“Diario di una Schizofrenica”, de Nelo Risi (Itália)

“Porcile”, de Pier Paolo Pasolini (Itália, França)

PANORAMA DO CINEMA SUECO

“Corações em Conflito”, de Lukas Moodysson

“Metropia”, de Tarik Saleh

“Mr. Governor”, de Mans Mansson

“Quase Elvis” (Almost Elvis), de Petra Revenue

“The Ape”, de Jesper Ganslandt

“The Eagle Hunter’s Son”, de Renè Bo Hansen

“The Great Adventure”, de Arne Sucksdorff

“The King of Ping Pong”, de Jens Jonsson

“The Swimsuit Issue”, de Mans Herngren

“Os Emigrantes” (The Emigrants), de Jan Troell

“Everlasting Moments”, de Jan Troell

“The New Land”, de Jan Troell

“Who Saw Him Die?”, de Jan Troell

“Gabrielle”, de Hasse Ekman

“Girl with Hyacinths”, de Hasse Ekman

“Ombyte Av Tág”, de Hasse Ekman

“The Banquet”, de Hasse Ekman

“Wandering with The Moon”, de Hasse Ekman

HOMENAGEM A FANNY ARDANT

“Cinza Sangue”, de Fanny Ardant (França)

“A Mulher do Lado”, de François Truffaut (França)

“Crimes de Autor”, de Claude Lelouch (França)

“De Repente, Num Domingo”, de François Truffaut (França)

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Também foram divulgados os preços dos pacotes de ingressos e credenciais permanentes, disponíveis partir de 17 de outubro, das 10 às 21hs na Central da Mostra, no Conjunto Nacional (Av.Paulista, 2073).

Permanente Integral – R$ 390,00
Permanente Integral Folha (15% de desconto para o titular da assinatura) – R$ 331,50
Permanente Especial – R$ 90,00
Permanente Especial Folha (15% de desconto para o titular da assinatura) – R$ 76,50
Pacote de 40 – R$ 285,00
Pacote de 20 – R$ 165,00

À bientôt!!!