Lars von Trier visita o inferno em Cannes!

Exibido ontem no Festival de Cannes e cercado de expectativas, “Antichrist” (Dinamarca/Suécia/ França/ Itália), recente filme do diretor dinamarquês Lars von Trier, não foi muito bem recebido pela crítica presente do evento. Muito pelo contrário, o filme recebeu vaias nas duas exibições voltadas à imprensa, muito diferente do que aconteceu quando resolveu levar às telas de festivais do mundo todo sua obra-prima “Dogville” (2003), quando foi aplaudido de pé.

Na trama, um casal vive o drama de perder o filho pequeno em um acidente doméstico. O marido, que é psicanalista, resolve ajudar a mulher que está seriamente afetada com a perda da criança e propõe como parte do tratamento psicológico um retiro numa floresta com o sugestivo nome de Éden. A partir daí sucedem cenas e mais cenas de tortura, automutilação e sexo explícito. Sim, os atores Willem Dafoe e a belíssima Charlotte Gainsbourg protagonizam cenas de penetração explícita em meio a galhos retorcidos!!!

O trailler nos dá uma boa sugestão do que podemos ver nesse longa de terror psicológico:

Os argumentos contra “Antichrist” vão além das cenas produzidas para chocar. Entre as acusações está a de ser um filme “sexista”. Talvez por causa da personagem de Charlotte Gainsbourg,uma intelectual que busca constestar em tese a teoria de que a mulher é a antítese do mal, e de como a trama se desenrola a partir de então.

charlotte-gainsbourg-antichrist

Durante a coletiva de imprensa realizada ontem, os jornalistas não amenizaram o tom com Trier. Um deles, um norte-americano, chegou a cobrar satisfações do diretor, dizendo que ele deveria explicar e justificar por que fez o filme! As informações são da Ilustrada (Folha de S.Paulo) de hoje. Em resposta, o diretor confessou que não tinha muito a dizer e “devolveu a pedra”, concluindo que achava estranho ter que se justificar com a imprensa, uma vez que ali todos eles eram seus convidados.

Tensões a parte, Trier não deixou de fazer suas piadinhas e provocações já tradicionais, como quando soltou a pérola: “Sou o melhor diretor do mundo. Todos os outros são supervalorizados”. Para ele, o desconforto provocado pelo longa deve-se à temática – sexo e culpa.

Abaixo, o cineasta responsável por sempre produzir “acontecimentos” nos eventos que integra, posa para fotógrafos ao lado de Daffoe e Gainsbourg.

Lars-von-Trier

Com um clima oposto ao de “Antichrist” o diretor inglês Ken Loach arrancou boas risadas da crítica com a comédia “Looking for Eric“, sobre um carteiro que, vivendo uma profunda crise pessoal, confessa suas angústias ao ídolo, o jogador Eric Cantona, cuja presença em seu cotidiano se dá por um pôster na parede de seu quarto. Acontece que um dia o carteiro, que também chama-se Eric (Bishop, aqui interpretado pelo ator Stevens Evets) encontra o verdadeiro Eric Cantona e este lhe dá conselhos a respeito de sua vida.

looking_eric

O ex-jogador de futebol Eric Cantona que fez história no futebol europeu como ídolo da torcida do Manchester United, atuou no filme de Ken Loach. Aos jornalistas presentes em Cannes ele justificou a escolha pela nova profissão de ator, dizendo que como o futebol, o cinema também é um jogo. “A vida é um jogo”, concluiu. Aqui, Cantona e Loach durante a coletiva de imprensa:

cantona_loach_cannes

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