32ª Mostra – Crítica: “Che”

Se o resultado de toda histeria coletiva fosse filmes incríveis, “Che” seria imbatível. Com ingressos impossíveis de serem comprados pela internet e com filas que começaram às 9h30 da manhã do dia 30, este foi o filme mais aguardado de toda a Mostra Internacional de Cinema.

O caos perdurou até o início da sessão – na sala 1 do Unibanco Arteplex, por exemplo houve atraso de 1 hora para o início da sessão, além de uma projeção lamentável (problemas de foco, de som, queda de energia etc…). Até mesmo a prometida presença de Benício del Toro decepcionou: ao lado de Rodrigo Santoro e da produtora Laura Bickford, a encenação toda não durou 5 minutos.

Aqui imagens (horríveis, reconhecemos) que tentamos fazer do encontro:

                                                         Rodrigo Santoro e Benício Del Toro

                                                         Aqui, Del Toro, no destaque…

Quanto ao filme, bem… se no primeiro filme você saí da sala gritando “Hasta la victoria, siempre!”, no segundo você fica olhando para o relógio o tempo todo se perguntado: “pôxa, você não vai morrer não, Che?”.

E, ao contrário do que se pode justificar, ou seja, que são momentos da vida do guerrilheiro bastante diferentes, onde no primeiro há a esperança da Revolução Castrista e no segundo a derrocada e morte de Che, acredito que Stevem Soderbergh perde mesmo foi a mão ao dirigir o segundo filme. Este é chato, não têm o mesmo vigor que o primeiro e faz com que todo o encanto do primeiro escoa pelo ralo…

O filme decresce…

Apesar disso, merecem elogios a atuação de Benício del Toro (acho que ele ganha o Oscar!), com a caracterização perfeita do personagem, capaz de mostrar humanidade em Che quando luta e quando sofre de asma e com poucos exageros (como a excessiva imagem dos charutos) e ainda a atuação de Demián Bichir no papel de Fidel Castro – capaz de confundir o espectador nas cenas em P&B.

Avaliação Le Champo para “Che- 1”: Excelente!

Avaliação Le Champo para “Che – 2”: Regular.

Eis aqui o trailler do primeiro filme, “Che – o Argentino”:

 

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