32ª Mostra – Crítica: “Vida e Morte de Hannah Senesh”

Aqui está outro documentário sem sal, exibido na Mostra. Se não bastasse Chevolution, já comentado neste Le Champo, este é outro filme com a cara de programa da History Channel. Ou seria com cara de “Linha Direta”???

Hannah Senesh é um símbolo de resistência anti-semita, tanto em Israel como na Hungria, seu país natal. Além de compor versos, ela dedicou parte da sua adolescência e início da vida adulta num projeto que considerava o maior da sua vida – o trabalho no kibutz, na Palestina. Mas, o que fez desta moça alguém digna de tornar-se tema de documentário foi seu envolvimento no resgate de judeus húngaros, quando da invasão daquele país por tropas alemãs. Saltando de pára-quedas no meio de uma floresta, Hannah Senesh  e o grupo de “rebeldes” acabaram sendo acuados e daí todo o resto que já sabemos (prisões, torturas, execução).

Se a história é boa, como de fato é, porque o documentário não funciona? Simples: não basta um bom argumento, é preciso pensar na forma como se vai apresentar a história. O filme é uma mistura irritante de depoimentos de historiadores e conhecidos da poetisa (todos de cara “colada” na câmera) com reconstituições/ simulações da história. Tudo isso coroado com excesso de sentimentalismo, o que coloca em dúvida a interpretação dos fatos.

Dica Le Champo: Saia do cinema a vai ler um livro!

Avaliação Le Champo: Ruim.

 Agora me diz: esta reconstituição parece ou não “Linha Direta”?

 

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