32ª Mostra – Crítica: “Palermo Shooting”

Pode-se dizer que, assim como a vida a morte é tema recorrente no cinema. Pudera, ela é a nossa única certeza e faz parte do cotidiano como muitas outras coisas mais singelas. O que muda, porém, é a forma como estes assuntos serão abordados.

O novo longa de Wim Wenders mostra que ainda é possível explorar a morte com criatividade, sem deixar de lado as referências do passado.

“Palermo Shooting” conta a história de Finn, fotógrafo alemão reconhecido mundialmente e que vive uma vida de excessos – de trabalho, de baladas, de música, de aventuras. A necessidade de repensar sua carreira artística acaba levando Finn à Palermo, Itália. Lá ele passa a ser alvo de um estranho sujeito cuja mira de seu arco está sempre apontada na direção de Finn. É lá também que o fotógrafo encontra Flavia, personagem fundamental na caçada de Finn a este estranho sujeito.

Vida e morte, tudo é a mesma coisa. Uma é a continuação da outra, como um círculo vicioso… E Wenders explora isso com uma naturalidade, humor e delicadeza ímpar. E as homenagens à Ingmar Bergman e MIchelângelo Antonioni fazem (ou pelo menos ME fizeram) chorar…

Uma frase para “Palermo Shooting”: A morte está no divã… converse com ela!

Avaliação Le Champo: Excelente!

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