32ª Mostra – Crítica: Las Meninas (Ucrânia)

O filme de Ihor Podolchak tem como proposta mostrar o cotidiano de uma família, cujos membros estão trancafiados tanto em casa como em si mesmos. Para narrar tal história, o diretor adotou a estética de pinturas em movimento, com forte apelo visual.

Resultado: excesso de virtuosismo num filme que, aos olhos do espectador, roda, roda e não desenrola.

É lógico que muito dessa sensação de estagnação é intencional e só por isso o filme não está de todo perdido. Rostos desfocados, gestuais que se repetem,  música demasiadamente dramática parecem sufocar quem gloriosamente resiste ao fim da sessão (muitos cederam a tentação de sair da sala).  Soma-se a isso m enredo que caberia muito bem num curta, talvez funcionasse bem num média, mas perde-se  – e cedo – num longa.

Se for ver, abstraia os excessos de luz, som e imagens de impacto (quase clichés), características que desviam a atenção do personagem central da história, o filho caçula da família. Com isso, é possível aproveitar os 30% de filme bem pensado que se têm à frente.

Uma palavra para “Las meninas”: afetado!

Avaliação Le Champô: regular

                                    A mais bela cena do claustrofóbico “Las Meninas”.

 

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