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Contagem Regressiva: 10, 9, 8… é a 33ª Mostra de Cinema SP!

Cinéfilos do mundo, uni-vos!

Começa amanhã a 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o maior evento de cinema do Brasil e da América Latina. Este ano, cerca de 400 títulos foram selecionados entre mais de 700 inscritos e serão exibidos em 17 salas de cinema espalhadas pela cidade, até o dia 5/11. E tem de tudo: dos indicados aos grandes festivais internacionais como Cannes, Veneza, Sundance, Berlim até avant-premièrs nacionais e internacionais. Longas,médias, curtas, animações, documentários, retrospectivas, homenagens, debates e encontros, enfim, a mostra paulistana é, sem dúvida alguma, o momento da cinefilia brasileira.

Cartaz_Mostra_SP

A largada da Mostra será dada hoje a noite no Auditório Ibirapuera, com a exibição de “À Procura de Eric”, de Ken Loach, aplaudido na última edição do Festival de Cannes. A sessão inaugural será exclusiva para convidados.

Looking_for_Eric

Além dos filmes, a Mostra receberá dezenas de convidados, alguns estrangeiros, como é o caso da atriz francesa Fanny Ardant, homenageada deste ano e que vem para divulgar o filme “Cinzas e Sangue”, sua estreia na direção. Quem também vem é o diretor israelense Amos Gitai, que nesta edição da mostra exibe os inéditos “Carmel” e “A Guerra dos Filhos da Luz Contra os Filhos das Trevas“. E para os profissionais e estudantes de cinema interessados em aprender técnicas de iluminação, o diretor de fotografia Christian Berger, de “A Fita Branca” (Palma de Ouro em Cannes) ministrará duas oficinas exclusivas para este público, uma no dia 2/11 (profissionais) e outra dia 4/11 (estudantes), às 10hs, na Cinemateca e na FAAP.

Carmel_Amos_GitaiCena de “Carmel”, Amos Gitai”…

cendres-et-sang… e cartaz de “Cinzas e Sangue”, de Fanny Ardant

Novidade é o Prêmio Itamaraty Cinema Brasileiro, concedido pela primeira vez na Mostra Internacional de Cinema e que oferecerá R$ 90 mil em prêmios, entre três categorias (longa de ficção, documentário e curta-metragem). Outra novidade, esta imperdível, é a exibição de 24 longas na internet, disponível aos primeiros 300 acessos logo após a exibição do mesmo título na sala de cinema. A boa nova é do Cineclick!

Se interessou pela Mostra?  Ainda há pacotes de ingressos e permanentes à venda (pacotes de 20 ingressos esgotaram!), de R$ 76,50 a R$ 390,00, na Central da Mostra, dentro do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073), ou entradas individuais ao preço de R$14,00 (seg. a qui) e R$18,00 (sex., sáb. e dom.). Consulte a programação com data, local e horário das sessões no Site da Mostra.

Ah! E como já é tradicional, este Le Champo fará a cobertura do evento, trazendo resenhas, dicas, informações e tudo o que rolar no evento mais aguardado do calendário cinéfilo.

Nos vemos por aí!

Uma amostra da Mostra!

Preparem suas listinhas, torçam os dedos, segurem a ansiedade!  Saiu  há algumas semanas a pré-lista de filmes da 33ª Mostra Internacional de São Paulo, evento que vai de 22 de outubro a 5 de novembro!

Na lista tem muita coisa boa e uma enxurrada de filmes iranianos, portugueses, coreanos e israelenses (com direito a DOIS do Amos Gitai!!!). Há como sempre os “superaguardados”, que rodaram os principais festivais do mundo, além de claro, as “mostras dentro da Mostra”. É o caso do Panorama do Cinema Sueco (e eu já ia fechando a cara por não ver representantes do cinema escandinavo na lista geral!), além das retrospectivas Theo Angelopoulos e Gian Vittorio Baldi e a homenagem à atriz francesa Fanny Ardant.

Confira abaixo a pré-lista, lembrando sempre que mudanças podem ocorrer (e sempre ocorrem, mesmo durante o evento!). Em negrito estão algumas sugestões/apostas:

“1ª Vez 16 mm”, de Rui Goulart (Portugal)

“35 Shots of Rum”, de Claire Denis (França)

“500 Dias com Ela”, de Marc Webb (EUA)

“A Farewell to Hemingway”, de Svetoslav Ovtcharov (Bulgária)

“A Fita Branca”, de Michael Haneke (Áustria)

“A Frozen Flower”, de Yu Ha (Coreia)

“A Man who Ate his Cherries”, de Payman Haghani (Irã)

“À Procura de Eric”, de Ken Loach (Inglaterra)

“A Religiosa Portuguesa”, de Eugéne Green (Portugal)

“A Zona”, de Sandro Aguilar (Portugal)

“Accidents Happen”, de Andrew Lancaster (Austrália)

“Aconteceu em Woodstock”, de Ang Lee (EUA)

“Adam”, de Max Mayer (EUA)

“Adam Resurrected”, de Paul Schrader (EUA)

“Altiplano”, de Peter Brosens e Jessica Woodworth (Alemanha)

“Amer”, de Hélène Cattet e Bruno Forzani (Bélgica, França)

“American Swing”, de Jon Hart e Mathew Kaufman (EUA)

Amor en Tránsito”, de Lucas Blanco (Argentina)

“Amreeka”, de Cherien Dabis (EUA)

“Anaphylaxis”, de Ayman Mokhtar (Reino Unido)

“Ander”, de Roberto Castón (Espanha)

“Art Inconsequence”, de Robert Kaltenhaeuser (Alemanha)

“Arte de Roubar”, de Leonel Vieira (Portugal)

“Backyard”, de Carlos Carrera (México)

“Bad Day to Go Fishing”, de Alvaro Brechner (Espanha, Uruguai)

“Bathory”, de Juraj Jakubisko (Eslováquia)

“Be Calm and Count to Seven”, de Ramtin Lavafipour (Irã)

“Being Mr. Kotschie”, de Norbert Baumgarten (Alemanha)

“Beket”, de Davide Manuli (Itália)

“Bilal”, de Sourav Sarangi (Índia)

Borderline”, de Lyne Charlebois (Canadá)

“Bright Star”, de Jane Campion (Reino Unido)

“Buddenbrooks”, de Heinrich Breloer (Alemanha)

“Carmel”, de Amos Gitaï (Israel, França)

“Chasing Che”, de Alireza Rofougaran (Irã)

“Cinerama”, de Inês de Oliveira (Portugal)

“Coffin Rock”, de Rupert Glasson (Austrália)

“Cold Souls”, de Sophie Barthes (EUA)

“Colin”, de Marc Price (Reino Unido)

“Comrade Couture”, de Marco Wilms (Alemanha)

“Cooking with Stella”, de Dilip Mehta (Canadá)

“Courting Condi”, de Sebastian Doggart (EUA, Reino Unido)

“Coweb”, de Xin Xin Xiong (Hong Kong, China)

“Crap’s Game”, de Ali Özgentürk (Turquia)

“Daniel & Ana”, de Michel Franco (México, Espanha)

“Dark Buenos Aires”, de Ramon Termens (Espanha, Argentina)

“Dear Lemon, Lima”, de Suzi Yoonessi (EUA)

“Delphi – 6”, de Rakeysh Omprakash Mehra (Índia)

“Desperados on the Block”, de Tomasz Emil Rudzik (Alemanha)

“Dogtooth”, de Yorgos Lanthimos (Grécia)

“Dorfpunks”, de Lars Jessen (Alemanha)

“Efeitos Secundários”, de Paulo Rebelo (Portugal)

“El Sistema”, de Paul Smaczny, Maria Stodtmeier (Alemanha)

“Eastern Plays”, de Kamen Kalev (Bulgária)

“Every Little Step”, de James D. Stern e Adam Del Deo (EUA)

“Everyone Else”, de Maren Ade (Alemanha)

“Fence”, de Toshi Fujiwara (Japão)

“Film Is a Girl & a Gun”, de Gustav Deutsch (Áustria)

“Food Inc.”, de Rebert Kenner (EUA)

“Formosa Betrayed”, de Adam Kane (EUA, Tailândia)

“Frontier Blues”, de Babak Jalali (Irã, Reino Unido, Itália)

Futebol Brasileiro”, de Miki Kuretani (Japão)

“German Souls”, de Martin Farkas, Matthias Zuber (Alemanha)

“Germany 09”, de Fatih Akin, Tom Tykwer e outros (Alemanha)

“Go Get Some Rosemary”, de Joshua e Ben Safdie (EUA)

“Green Water”, de Mariano de Rosa (Argentina)

“Hair India”, de Raffaele Brunetti e Marco Leopardi (Itália)

“Hangtime”, de Wolfgang Groos (Alemanha)

“Havan York”, de Luciano Larobina (México)

“Heiran”, de Shalizeh Arefpour (Irã)

“Henri-Georges Clouzot’s Inferno”, de Serge Bromberg e Ruxandra Medrea (França)

“Huacho”, de Alejandro Fernández Almendras (Chile)

“Humpday”, de Lynn Shelton (EUA)

“Ibrahim Labyad”, de Marwan Hamed (Egito)

“Initiation”, de Peter Kern (Áustria)

“Into The Lion’s Den”, de Nicolas Bénac, Cedric Robion (França)

Irene”, de Alain Cavalier (França)

“Katalin Varga”, de Peter Strickland (Romênia)

“Kalandia – A Checkpoint Story”, de Neta Efrony (Israel)

“Kicks”, de Lindy Heymann (Reino Unido)

“Kids and Kids”, de Zhang Feng (China)

“King Hugo and His Dumsel”, de Franco De Peña (Polônia, Venezuela)

“La Guerre des Fils de la Lumière Contre les Fils des Ténèbres”, de Amos Gitaï (França)

“La Pivellina”, de Rainer Frimmel e Tizza Covi (Áustria, Itália)

“Les Beaux Gosses”, de Riad Sattouf (França)

Les Herbes Folles”, de Alain Resnais (França)

“Life in the Building Blocks”, de Alfredo Hueck, Carlos Caridad (Venezuela)

“Little Joe”, de Nicole Haeusser (EUA)

“London River”, de Rachid Bouchareb (Reino Unido, França, Argélia)

“Madholal Keep Walking”, de Jaí Tank (Índia)

“Mamachas of the Ring”, de Betty M Park (Bolívia, EUA)

“Menino Peixe”, de Lucía Puenzo (Argentina)

“Miss Stinnes Motors Round the World”, de Erica von Moeller (Alemanha)

“Morrer como um Homem”, de João Pedro Rodrigues (Portugal, França)

“Mother”, de Bong Joon-ho (Coreia)

“O Cerco – A Democracia nas Malhas do Neoliberalismo”, de Richard Broullitte (Canadá)

O Fantástico Sr. Raposo”, de Wes Anderson (EUA)

“O Imaginário do Dr. Parnassus”, de Terry Gilliam (Reino Unido)

“Of Heart and Courage, Ballet Bejart Lausanne”, de Arantxa Aguirre (Espanha)

“Of Parents and Children”, de Vladimir Michalek (República Tcheca)

“On Foot”, de Fereydoun Hasanpour (Irã)

“One Week”, de Michael McGowan (Canadá)

“Only When I Dance”, de Beadie Finzi (Reino Unido)

“Os Sorrisos do Destino”, de Fernando Lopes (Portugal)

“Outrage”, de Kirby Dick (EUA)

“Oye Lucky! Lucky Oye!”, de Dibakar Banerjee (Índia)

Paperplanes”, de Simon Szabó (Hungria)

“Partners”, de Frederic Mermoud (França, Suíça)

“Peter & Vandy”, de Jay Di Pieto (EUA)

“The Private Lives of Pippa Lee”, de Rebecca Miller (EUA)

“Playground”, de Libby Spears (EUA)

“Politist, Adjectiv”, de Corneliu Porumboiu (Romênia)

“Prank”, de Péter Gárdos (Hungria)

“Polytechnique”, de Denis Villeneuve (Canadá)

“Ramirez”, de Albert Arizza (Espanha)

“Red Sunrise”, de Gianfranco Pannone (Itália)

“Salvage”, de Lawrence Gough (Reino Unido)

“Samson & Delilah”, de Warwick Thornton (Austrália)

“Searching for the Elephant”, de S. K. Jhung (Coreia)

“Sede de Sangue”, de Park Chan-wook (Coreia)

“Sex Volunteer”, de Kyeong-duk Cho (Coreia)

“She, a Chinese”, de Xioalu Guo (China)

“Shirin”, de Abbas Kiarostami (Irã)

“Should I Really do It?”, de Ismail Necmi (Turquia)

“Singularidades de uma Rapariga Loura”, de Manoel de Oliveira (Portugal)

“Sleeping Soungs”, de Andreas Struck (Alemanha)

“Spiral”, de Jorge Pérez Solano (México)

“Still Walking”, de Hirokazu Kore-Eda (Japão)

“Super Star”, de Tahmineh Milani (Irã)

“Tales From the Golden Age”, de Cristian Mungiu e outros (Romênia)

“Sweet Rush”, de Andrzej Wajda (Polônia)

“The 40th Door”, de Elchin Musaoglu (Azerbaijão)

The Anarchist’s Wife”, de Marie Noëlle, Peter Sehr (Alemanha)

“The Arrivals”, de Claudine Bories, Patrice Chagnard (França)

“The Dispensables”, de Andreas Arnstedt (Alemanha)

“The Invention of Flesh”, de Santiago Loza (Argentina)

“The Mermaid and the Diver”, de Mercedes Moncada Rodriguez (Espanha, México)

“The Misfortunates”, de Felix van Groeningen (Bélgica)

“The Nature of Existence”, de Roger Nygard (EUA)

“The People I’ve Slept With”, de Quentin Lee (Canadá, EUA)

“The Pope’s Miracle”, de Pepe Valle (México)

“The Red Spot”, de Marie Miyayama (Alemanha)

“The Room in the Mirror”, de Rubi Gaul (Alemanha)

“The Stoning of Soraya M.”, de Cyrus Nowrasteh (EUA)

“The Wolberg Family”, de Axelle Ropert (França)

“This Very Instant”, de Manuel Huerga (Espanha)

“Tide of Sand”, de Gustavo Montiel Pagés (México-Argentina)

“Todos Mentem”, de Matías Piñeiro (Argentina)

“Tokyo!”, de Michel Gondry, Leos Carax, Bong Joon-ho (França, Japão, Alemanha)

“Tom Zé Astronauta Libertado” (Tom Zé Liberated Astronaut), de Ígor Iglesias González (Espanha)

“Tomorrow at Dawn”, de Denis Dercourt (França)

“Trimpin: O Som da Invenção”, de Peter Esmonde (EUA)

“Tsar”, de Pavel Luguin (Rússia)

“Twenty”, de Abdolreza Kahani (Irã)

“Under Rich Earth”, de Malcoml Rogge (Canadá, Equador)

“Unmade Beds”, de Alexis dos Santos (Inglaterra)

“Unmistaken Child”, de Nati Baratz (Israel)

Vincere”, de Marco Bellocchio (Itália)

“Ward Number 6”, de Karen Shakhnazarov (Rússia)

“West of Pluto”, de Henry Bernadet, Myriam Verreault (Canadá)

“When the Lemons Turned Yellow…”, de Mohammad Reza Vatandoost (Irã)

“White on Rice”, de Dave Boyle (EUA, Japão)

“Wolson: Aria of the Straits”, de Ota Shinichi (Japão)

“Worldrevolution”, de Klaus Hundsbichler (Áustria)

“Zapping-Alien@Mozart-Balls”, de Vitus Zepichal (Alemanha, Áustria)

“Zero”, de Pawel Borowski (Polônia)

RETROSPECTIVA DE THEO ANGELOPOULOS

“Dust of Time”

“Paisagem na Neblina”

“A Eternidade e um Dia”

“O Passo Suspenso da Cegonha”

“Um Olhar a Cada Dia”

“O Vale dos Lamentos”

RETROSPECTIVA DE GIAN VITTORIO BALDI (direção e/ou produção)

“Fuoco!”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Il Cielo Sopra di Me”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Luciano, una Vita Bruciata”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Nevrijeme, Il Temporale”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Ultimo Giorno di Scuola Prima Delle Vacanze di Natale”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)

“Appunti Per Un’Orestiade Africana”, de Pier Paolo Pasolini (Itália)

“Cronaca di Anna Magdalena Bach”, de Danièle Huillet, Jean-Marie Straub (Itália)

“Diario di una Schizofrenica”, de Nelo Risi (Itália)

“Porcile”, de Pier Paolo Pasolini (Itália, França)

PANORAMA DO CINEMA SUECO

“Corações em Conflito”, de Lukas Moodysson

“Metropia”, de Tarik Saleh

“Mr. Governor”, de Mans Mansson

“Quase Elvis” (Almost Elvis), de Petra Revenue

“The Ape”, de Jesper Ganslandt

“The Eagle Hunter’s Son”, de Renè Bo Hansen

“The Great Adventure”, de Arne Sucksdorff

“The King of Ping Pong”, de Jens Jonsson

“The Swimsuit Issue”, de Mans Herngren

“Os Emigrantes” (The Emigrants), de Jan Troell

“Everlasting Moments”, de Jan Troell

“The New Land”, de Jan Troell

“Who Saw Him Die?”, de Jan Troell

“Gabrielle”, de Hasse Ekman

“Girl with Hyacinths”, de Hasse Ekman

“Ombyte Av Tág”, de Hasse Ekman

“The Banquet”, de Hasse Ekman

“Wandering with The Moon”, de Hasse Ekman

HOMENAGEM A FANNY ARDANT

“Cinza Sangue”, de Fanny Ardant (França)

“A Mulher do Lado”, de François Truffaut (França)

“Crimes de Autor”, de Claude Lelouch (França)

“De Repente, Num Domingo”, de François Truffaut (França)

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Também foram divulgados os preços dos pacotes de ingressos e credenciais permanentes, disponíveis partir de 17 de outubro, das 10 às 21hs na Central da Mostra, no Conjunto Nacional (Av.Paulista, 2073).

Permanente Integral – R$ 390,00
Permanente Integral Folha (15% de desconto para o titular da assinatura) – R$ 331,50
Permanente Especial – R$ 90,00
Permanente Especial Folha (15% de desconto para o titular da assinatura) – R$ 76,50
Pacote de 40 – R$ 285,00
Pacote de 20 – R$ 165,00

À bientôt!!!

Chega de Férias!!!

Fim de férias para o Le Champo!

Falando em férias, a Cinemateca Brasileira está exibindo desde o dia 14 deste mês a ótima mostra “Verão de Clássicos”, com obras fundamentais do cinema e suas diferentes “escolas”. 

Dividida em três partes (ou ciclos), uma por mês (siiim, a mostra irá até 15 de março!!!), o programa do mês de janeiro contempla três obras-primas de D.W. Griffith, pai da narrativa no cinema e influência para muitas gerações de cineastas, além de “Ouro e Maldição”, de Erich von Stroheim – primeiro filme a se rodado integralmente em locação e “Suspeita”, de Alfred Hitchcock, entre outros.

Nos meses seguintes os ciclos se ampliam com a inclusão dos trabalhos de Godard, Fritz Lang, Cassavetes e etc…

Para quem nunca viu, para quem quer rever ou ainda para aqueles que acham que não tem nada melhor pra ver nos cinemas da cidade, este é um programa perfeito!

Os ingressos custam R$ 8 (R$ 4 meia-entrada) e o endereço da Cinemateca é Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino, São Paulo.

Intolerance                                                       “Intolerancia”, D.W. Griffith (1916)

Broken Blossoms“Lírio Partido”, de D.W. Griffith (1919)

suspicion“Suspeita”, de Alfred Hitchcock (1941)

F.W. MUrnau no CCBB-SP

Começa hoje no Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Álvares Penteado 112. Centro-SP)  a mostra “Poemas Visionários: O Cinema de F.W. Murnau” , dedicado a um dos mais importantes nomes do cinema mudo e do exprssionismo alemão.

Em homenagem ao seu 120º aniversário (sim, mestres não morrem, jamais!), a seleção traz todos os 12 filmes do artista (que produziu um total de 21 filmes, no entando, boa parte é dada como desaparecida…), a maioria em película.

É a oportunidade para ver obras-primas, como “Tabu” (1930/31), exibido em sessão especial na 31a. Mostra Internacional de Cinema de SP, e que causou frissom, os clássicos “Nosferatu” (1921/22) e “Fausto” (1925/26), ambos expoentes do expressionismo alemão e o mais belo e mais premiado filme mudo de todos os tempos, “Aurora” (1926/27), vencedor de três Oscars, entre eles o de melhor atriz para Janet Gaynor, no papel da mocinha.

A programação está disponível aqui e os ingressos da mostra são vendidos ao preço módico de R$4 e R$2!

murnau-fO cineasta F.W.Murnau, “pai” de…

tabu… “Tabu”…

aurora… e Aurora!

32ª Mostra – Crítica: “Mais Tarde Você Entenderá”

Há aqueles que detestam o cinema de Amos Gitai e com certeza eu não faço parte desse grupo. Ainda mais depois de ver seu último longa, “Mais Tarde Você Entenderá”, cuja temática foge do tradicional conflito Israel x Palestina para mostrar o conflito entre catolicismo x judaísmo.

Com a belíssima atuação de Jeanne Moreau (de “Jules et Jim”) no papel de Rivka, filha de judeus russos perseguidos durante a Segunda Guerra, o filme relata a busca de Victor, filho de Rivka, na construção do passado de sua família, incentivado pelo julgamento de Klaus Barbie, iniciado em 1987 e que acompanha pela televisão. Nessa busca, Victor e sua família decidem viajar até  vilarejo que serviu de esconderijo a seus avós.

Somos agentes da História e essa lição é dada por Gitai com a mesma sensibilidade que permeia seus outros trabalhos (“Free Zone”, “Kadosh”).

Avaliação Le Champo: Excelente!

                   Victor e Rivka conversam em cena de “Mais Tarde Você Compreenderá”, de Amos Gitai

32ª Mostra – Crítica: “O Estranho em Mim”

Sessão de gala a de “O Estranho em Mim”, hoje a tarde no Espaço Unibanco 3. Alguns integrantes do Júri estavam presentes, como é o caso da cineasta iraniana Samira Makhmalbaf e de Jorge Bodansky, além da própria diretora do longa, Emily Atef, que apresentou sua obra e falou ao público presente.

Seu filme é um retrato íntimo sobre a depressão pós-parto. O casal Rebecca e Julian esperam seu primeiro e desejado filho. Após o parto, uma sensação de dor e desespero invade Rebecca. As obrigações de mãe e as cobranças do marido só pioram as coisas.

Rebecca busca ajuda, faz tratamentos e conta com a benevolência e a compreensão de uma sociedade despreparada e ignorante desta doença, tão frequente e tão pouco comentada. Só pela complexidade do tema, já vale o filme, mas ainda é preciso elogiar o trabalho desenvolvido pelo ator Johann von Buelow, que interpreta o pai da criança.

Avaliação Le Champo: Bom!

                          Cena de “O Estranho em Mim”, de Emily Atef.

32ª Mostra – Crítica: “Eu quero ver”

O que acontece quando Catherine Deneuvequer ver o resultado de tantas guerras no Líbano? Os cineastas Joana Hadjithomas e Kalil Joreige armam todo um esquema para atender a sua vontade e, de quebra, temos um documentário.

E o que Deneuve tanto queria ver está lá, no sul do Líbano, exposto a quem qualquer um: estradas repletas de minas; entulhos do que um dia foi casas, milhares delas, depositadas na praia; destruição por todos os lados e, se não bastasse esse cenário, ainda tem os aviões israelenses voando baixo, quebrando a barreira do som em ataques simulados.

No fim, a eterna Belle ju Jour, resplandecente em um jantar em sua homenagem, troca olhaes com o ator Rabiah Mroue, seu companheiro e “guia” nessa aventura encenada!

Catherine Deneuve quer ver… Eu quero acreditar!

Avaliação Le Champo: Regular.                                

                         A atriz francesa e o ator libanês no documentário mais artificial que já vi…

32ª Mostra – Crítica: “Hanami – Cerejeiras em Flor”

As flores de cerejeira, ou Sakuras, são símbolos da beleza mas também da impermanência, já que é impossível possuí-las.

Este conceito permeia o belo trabalho de Doris Dörrie. O ponto de partida da história é a descoberta da doença terminal de Rudi por sua esposa. Trudi, de ascendência japonesa, sonha em viajar ao Japão e lá poder avistar o Monte Fuji e as cerejeiras em flor na companhia do marido, sem o qual não veria qualquer graça. Porém, sem contar ao marido sobre seu estado de saúde, ela o convence primeiramente visitar os filhos que moram em Berlim. Como os filhos são ocupados demais para lhes dispensar o mínimo de atenção, o casal resolve viajar até o litoral Báltico. É quando destino prega uma das suas e repentinamente Trudi falece. Começa então a saga do marido em tentar oferecer à esposa morta tudo aquilo que ele a negou em vida, ao passo que ele aprende mais sobre os filhos, sobre o Japão e sobre si mesmo.

Vale a pena pelo roteiro tocante, pela fotografia bem trabalhada e pela trilha sonora, assinada por Claus Bantzer.

Avaliação Le Champo: Bom! 

Confira o trailer no original em alemão:

32ª Mostra – Crítica: “Vida e Morte de Hannah Senesh”

Aqui está outro documentário sem sal, exibido na Mostra. Se não bastasse Chevolution, já comentado neste Le Champo, este é outro filme com a cara de programa da History Channel. Ou seria com cara de “Linha Direta”???

Hannah Senesh é um símbolo de resistência anti-semita, tanto em Israel como na Hungria, seu país natal. Além de compor versos, ela dedicou parte da sua adolescência e início da vida adulta num projeto que considerava o maior da sua vida – o trabalho no kibutz, na Palestina. Mas, o que fez desta moça alguém digna de tornar-se tema de documentário foi seu envolvimento no resgate de judeus húngaros, quando da invasão daquele país por tropas alemãs. Saltando de pára-quedas no meio de uma floresta, Hannah Senesh  e o grupo de “rebeldes” acabaram sendo acuados e daí todo o resto que já sabemos (prisões, torturas, execução).

Se a história é boa, como de fato é, porque o documentário não funciona? Simples: não basta um bom argumento, é preciso pensar na forma como se vai apresentar a história. O filme é uma mistura irritante de depoimentos de historiadores e conhecidos da poetisa (todos de cara “colada” na câmera) com reconstituições/ simulações da história. Tudo isso coroado com excesso de sentimentalismo, o que coloca em dúvida a interpretação dos fatos.

Dica Le Champo: Saia do cinema a vai ler um livro!

Avaliação Le Champo: Ruim.

 Agora me diz: esta reconstituição parece ou não “Linha Direta”?

 

32ª Mostra – Crítica: “La Bohème”

Baseada na ópera homônima de Giacomo Puccini, La Bohème conta a história de amor entre Mimi e o poeta Colline. A produção austríaca, a cargo de Robert Dornhelm, tenta parecer com 1830, mas na realidade acaba ficando com aquela cara de coisa muito nova querendo parecer antiga…

Se você não for muito, mas muito fã mesmo de ópera e, mais ainda, de versões de óperas para o cinema, nem insista… 

Avaliação Le Champo: Regular.

                               O dramático amor de Colline e Mimi é exporado em “La Bohème”

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